Ai que dúvida cruel!
“Oi querida Lidiane! Você não imagina como suas crônicas têm feito a diferença na vida de muita gente. Eu e minhas amigas somos suas seguidoras fiéis. Quando não lemos aqui no jornal, vemos no caçador.net. É isso aí, continue firme! Lidiane, tomei coragem e resolvi dividir a minha dúvida com você. Vamos ver o que você faria no meu lugar. A história é a seguinte: Estou com 20 anos e, no ano passado tive uma linda bebezinha, fruto de uma aventura. Sabe como é, a gente é jovem, sai, se relaciona, vai pra cama sem pensar muito nas conseqüências e, sempre acha que gravidez só acontece com as outras. Mas, como muitas, entrei pelo cano. Acabei engravidando de um cara que era apenas um ficante, saia comigo e com a torcida do flamengo. Cara bonito, boa pinta, gostosão, do tipo que toda mulher sonha. Mas, um cafajeste. Depois que soube da notícia sumiu. Eu ainda sou apaixonada por ele, mas agora apareceu um cara muito bacana na minha vida, ele é tudo que uma mulher gostaria de ter, inteligente, educado, bem sucedido, gentil, sério, responsável, comprometido, respeitador e está disposto a ficar comigo e assumir a minha filha. O único problema é que não tenho atração por ele, sabe, não faz o meu tipo. Não rola aquele friozinho na barriga quando vejo, falo ou estou com ele. Às vezes o pai da minha filha me procura, mas, sei que é só pra sexo, que nunca vai me assumir e ajudar a criar nossa filha. O que você faria no meu lugar, Lidiane?
Antônia – Rancho Fundo
Ai Antônia, que dúvida cruel! Mas, vou lhe falar. Hoje, por mais que amasse um homem, que sofresse de amor por ele, SE EU VESSE QUE REALMENTE ESSE HOMEM NUNCA ME ASSUMIRIA, NUNCA ME LEVARIA A SÉRIO, EU ABRIRIA MÃO DESSE AMOR e daria uma oportunidade para essa nova pessoa, por mais que ainda não a amasse. Como já falei em uma das minhas primeiras crônicas, prefiro o amor que o fogo da paixão.
Falo isso Antônia porque quando eu voltei de Lages eu namorava um argentino gente finíssima, 13 anos mais velho que eu, me tratava muiiiiiiito bem, bem sucedido (Não que isso tivesse tanta importância), e ainda EU adora o seu sotaque (srsrs). MAS, adivinha o que aconteceu? Me apaixonei pelo meu ex-marido de cara e não quis mais saber do argentino. Não tinha nada que me convencesse a ficar com ele. O restante da história tu já conhece.
Hoje Antônia se você me perguntar se eu me arrependi da escolha que fiz. Me arrependi, SIM. Não porque ele era rico, mas porque tinha todas aquelas qualidades que já listei, diferente do meu ex. MAS, o tempo não volta e bola pra frente. Agora é só não fazer as mesmas escolhas erradas do passado. Aprendi muito com tudo isso.
Amiga, como também já falei por aqui, quando mais nova curtia e também me envolvia com homens bonitões, apesar de que sempre tive uma queda muito grande por coroa, tipo quarentão, cinqüentão, sessentão. Acho que é carência de pai. (srsrsr)
MAS Antônia vamos voltar a sua dúvida. Eu acredito que o amor pode nascer, sim. Aquele fogo da paixão é muito bom, mas essa cumplicidade, amizade e bem querer que você sente por ele, pode se transformar em amor verdadeiro. Lembra da novela Caminhos da Índias? Da Maya e do Raj? Está certo que o Raj era o Rodrigo Lombardi e não tem quem não se apaixone por ele, mesmo nunca tendo o visto. (srsrs). Vamos lembrar também do Moramed e da Latifa, de O Clone. Ela era muito mais bonita que ele, só o conheceu no dia do casamento e mesmo assim o aceitou, porque para ela, ele a tratando bem era o que bastava.
Por isso Antônia, às vezes, amar não basta. Sexo caliente é muito bom. Mas, de que adianta passar uma ou duas horas nos braços do seu amor, depois ele vestir a roupa e você não saber quando ele volta e SE VOLTA. Dê que adianta amar alguém que não corresponde? Pense nisso!
Com carinho,
Lidiane Cattani Rabello - jornalista