Meu primeiro amor
Oi Lidiane, tudo bem? Primeiramente quero te parabenizar pelo belo trabalho que faz. Eu acompanho sempre através do jornal ou pelo Caçador online. Bom, vamos começar. Lidiane, tenho 18 anos e há um ano conheci um rapaz que hoje tem 25. Nos conhecemos, ficamos amigos e daí começamos a ficar nos finais de semana, quando nos encontrávamos. Ele me convidava pra sair em festas, à noite, mas eu não podia, porque meus pais não deixavam, o máximo que eles permitiam era ficar fora de casa até às 20 horas. O tempo passou e ele se afastou. Eu sai algumas vezes, mas não o encontrei mais. Ficamos oito meses sem se ver. Ele era do tipo "galinha", só pegava e jogava fora. Sabe, sempre teve um monte de menina atrás dele, porque tem carro. Depois desses tempo eu fui dar uma volta na Beira Rio e vi ele. Dei umas três voltas, ele estaciono o carro, pediu para eu parar, se aproximou de mim, me abraçando e me beijou na frente dos seus amigos. Ele nunca tinha ficado comigo em público. Agora ele está sempre me ligando e fica passando onde eu trabalho. Estamos ficando juntos quase todos os dias. Eu gosto dele, sabe, eu amo ele, mas tenho medo dele querer apenas sexo comigo, de eu me entregar e ele me deixar como fez com as outras. Ele diz que está sozinho, eu realmente sempre o vejo só. Ele também falou que amadureceu, que cansou de festas e mulheres. Ele diz que sou diferente das outras, por isso quer ficar comigo. O que acha que devo fazer? Flávia – Bom Jesus.
Flávia, primeiro quero te agradecer pelo carinho. Muito obrigada por acompanhar meu trabalho. Querida, sabe que você poderia ser minha filha? É, tenho 36 anos e, como gostaria de poder ter uma filha ou um filhote para poder passar horas jogando conversa fora, contando minhas conquistas e desilusões amores. Acredito que com minhas experiências poderia de alguma forma ajudá-los a colocar os sentimentos no prumo ou apenas amenizar a dor do amor, que diga-se de passagem, EITA dorzinha mais doida essa dor do amor. (srsrs) MAS, como, AINDA, não tenho filhos, hoje você vai ser a minha filhota. OK! (ssrsr)

Sabe, Flávia, se conselho fosse bom a gente vendia. Amiga, você já notou que por mais que todo mundo fale, todo mundo aconselho, a gente sempre procura fazer o contrário. Nós somos assim, TEIMOOOSOS. Mas, mesmo sabendo disso vou dar os meus pitacos no seu relacionamento apesar de saber que você já sabe o que vai fazer.
Menina, tu é muito novinha! Essa nova geração é muito precoce mesmo. Eu na sua idade ensaiava como beijar numa laranja, na mão ou com um gelo na boca. (kkkk) NÃO RIAM. Sei que muita gente usou pelo menos um desses MÉTODOS para aprender a beijar. Mas vamos lá. Flávia, admiro você, mas, admiro muito mais os seus pais que tem imposto limites na sua criação. Porque o que tenho visto por aí são meninas muito novas, com uma vida sexual muito mais ativa do que eu que estou com meus 36 anos.
Sábado resolvi sair para dançar e presenciei cenas quase que pornográficas de meninas super novinhas na pista de dança. E pra piorar com roupas micros e justérrimas. (MENINAS, aqueles vestidinhos curtérrimos, justérrimos, drapeados são o ÓH! E olha que eu entendo de moda, viu!) Como se aqueles "recursos" fossem os pré-requisitos para conquistar o sexo oposto. Pode até conquistar, mas apenas para alguns momentos de prazer e, principalmente, para dar a vocês moçoilas o rótulo de mulheres fáceis, que homem nenhum vai levar a sério. Eu pergunto: será que essas meninas têm noção dos seus atos? Coitadinhas. Esse seria o momento dos pais entrarem em ação.
Não sei Flávia, mas acredito que às vezes você se chateia com seus pais por eles te dizerem uma sério de NÃOs, mas, pode ter certeza que eles são as pessoas que mais querem o seu bem, a sua felicidade, por isso ESCUTE-OS. Eles já passaram por tudo que você está passando. Já viveram o suficiente para saber o que podemos encontrar no mundo ali fora. Sei que cada um tem o livre arbítrio para fazer suas escolhas, mas enquanto você estiver sob a responsabilidade deles, estiver dependendo deles, acredito que deveria seguir as regras impostas por eles, lá na frente verá que foi o melhor ensinamento que teve na vida.
Hoje os jovens estão precoces em tudo, claro que tem as exceções, tem muitos jovens bem maduros, responsáveis e conscientes, apesar da pouca idade. MAS, muitos ainda preferem aprender com o mundo ali fora, agindo como MARIA vai com as outras e acabam quebrando a cara. E, o que vemos ano após ano são muitas jovens grávidas, mães solteiras, ingerindo muita bebida alcoólica, quando não usando drogas. É muito triste isso. Quando me deparo com esses casos me pergunto: se hoje está assim, como será quando eu tiver meus filhos? MAS, daí penso e acredito que, muitas das escolhes dos filhos tem haver com a criação que receberam e isso alivia o aperto no meu coração.
Por isso Flávia o conselho que te dou é o seguinte: se dê a oportunidade de voltar a namorar com seu ex. Pode ser que ele mudou de verdade. MAS, não mude seu comportamento só para agradá-lo. Ele voltou justamente por você ser diferente, por não se comportar como a maioria das meninas, de hoje, vêem se comportamento. Se você tivesse se entregado já de cara para ele você seria apenas mais uma, mas como você se preservou, respeitou e ouviu seus pais, acabou despertando o amor e o respeito do seu quase, HOJE, namorado oficial.
Amiga, se ele realmente se comportar como um rapaz maduro, respeitador e que quer algo sério com você, não tem porque não voltar a namorá-lo. Mas imponha suas regras e obedeça as impostas por seus pais. Quanto ao sexo? Deixa claro que quer que ele respeite o seu tempo. Quando for para acontecer, tudo vai se encaminhar naturalmente.
Se vai ficar com ele muito ou pouco tempo? Não sabemos. Mas, o tempo que ficarem juntos, que seja intenso e verdadeiro, e tudo que acontecer entre vocês dois, que seja mútuo, para que não acha arrependimento depois. De resto se não ficarem juntos, vão ficar as boas lembranças do seu primeiro amor. E o futuro? O futuro é daqui a pouquinho, então vamos viver intensamente o presente, que é a única certeza que temos. Pense nisso!
Com carinho,
Lidiane Cattani Rabello