3 de outubro de 2026
Rafael Seidel

05/08/2011

Por Rafael Seidel

O papel do juiz
Muitos se perguntam o real papel de um juiz na sociedade. Na verdade, muitas vezes se vê o Poder Judiciário como sendo blindando, sem uma participação ativa nas comunidades, apenas trabalhando em seu mundo fechado, atuando de forma ausente.

Entretanto, esta visão está se modificando dia a dia e a própria comunidade tem notado isso. O fator primordial é a inserção deste Poder, que não é eletivo, dentro de um contexto mais social, envolvido com os problemas e realidades da cidade, estado ou país.

Caçador está dando adeus a duas pessoas, dois juízes, que demonstraram muito bem este papel. Na coluna de ontem, já adiantei que o Dr. Fernando Speck de Souza e a Dra. Viviave Speck de Souza estão deixando a comarca do município, para vôos mais altos.

Impulsionados pela carreira, conseguiram uma promoção que vai lhes conferir a subida de um degrau, mais um. Pena que vão ter que deixar Caçador. E não é só a comunidade que tem esse sentimento. O casal também demonstrou isso.

Nos olhares, tanto do Dr. Fernando, quanto da Dra. Viviane, se viu um sentimento de tristeza em ter que deixar este município. Na verdade, os dois estavam muito interados com a comunidade caçadorense, preocupados com questões pontuais e de grande relevância, além de estarem sempre presentes nos mais diversos eventos, desmistificando aquela blindagem do Judiciário.

Mesmo que a carreira tenha falado mais alto, o que é natural quando se busca o crescimento, o que se espera é que ambos levem de Caçador uma boa lembrança, de uma comunidade que está buscando cada vez o melhor para os seus.

Boa sorte em suas novas jornadas!

Polêmica
Ainda promete dar muito pano para a manga este projeto de Lei que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas nas ruas de Caçador. Antes de mais nada, quero deixar bem claro que sou contra aquela bagunça que é feita na Beira-Rio nos finais de semana. Lixo, urina e até fezes são vistas nas segundas-feiras pela manhã, deixados por pessoas alheias à higiene e cuidados com o meio ambiente. Só que a questão é simples: o projeto é inconstitucional.

Além disso, a justificativa ao projeto, apresentada pelo pastor Vilso Soares, não é das melhores. Dizer que se for proibido o consumo de bebidas nas ruas vai acabar com o alcoolismo é no mínimo ridículo. Quem quer beber, seja maior ou menos de idade, dá um jeito de fazer isso.

Na verdade, quem deve controlar o consumo de bebidas alcoólicas para os menores são seus pais. Só o que falta agora é que o Poder Público tenha que fazer esta função, de pai ou responsável.

Em uma das frases para a defesa do projeto, na audiência pública, o pastor afirmou que os menores misturam a bebida em garrafas de refrigerante e bebem tranquilamente. Pergunto: então, com esta lei, a Polícia vai ter que tomar um gole de cada garrafa que estiver na mão daqueles que pela Beira-Rio passarem ou estiverem parados?

Foi isso que várias pessoas entenderam. Ou seja, se alguém quer beber no meio da rua, vai dar um jeito. Entretanto, reitero aqui que sou a favor de medidas para eliminar a bagunça da Beira-Rio e da frente de bares e boates.

No caso, porque não se estabelecem leis específicas, para estes locais, como já existe no Parque Central, onde é proibido consumir bebida alcoólica?

Polêmica 1
Leitor da coluna entra em contato para opinar a respeito do projeto que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas nas ruas de Caçador.

Segue, na íntegra:

“O tal projeto contra bebidas alcoólicas é ridículo. Mesmo que seja aprovado, é aquele tipo de Lei que não pega. No começo, enquanto houver repressão ainda, mas logo a polícia, ou seja lá quem for fiscalizar, perde o interesse e capacidade ostensiva. Acho uma baita perda de tempo... a Polícia não pune sequer os motoristas que estão quase 100% alterados num fim de semana. Isso que já existe Lei pra isso. Agora vão querer punir o pedestre. Daqui a pouco vão começar a proibir o cidadão de mascar chicletes, porque a consequência, PODE ser lixo jogado na rua. Ah! fora o fato de que vai estimular ainda, aquele que tem carro, a pegar os amigos e saírem dar uma rodada pra poder beber sem serem importunados. Assim, pelo menos param, descem e enchem o caco. Não é o correto moral e legalmente, mas também não podemos mudar a mentalidade das pessoas com uma Lei. Aliás, quanto mais proibido, melhor!”

Trânsito
Está de parabéns o arquiteto Newton Marçal Santos pelas modificações que estão sendo impostas no trânsito de Caçador. A retirada dos semáforos da Benjamin Constant e da Carlos Sperança no começo até gerou uma certa desconfiança, mas fez com que o trânsito fluísse bem melhor.

A implantação da rotatória no Gioppo, no final da Fernando Machado, é uma das ações que também vai gerar uma melhoria significativa no trânsito. Agora, a que mais agrada, mesmo que no começo seja um pouco complicada de entender, é a regularização daquela rotatória do DER. É verdade, todo motorista aprende, quando vai para uma Auto Escola, que o veículo que está na rótula tem a preferência. Menos naquela rótula, onde quem está nela tem que parar.

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