Ridículo
No mínimo ridículo a tentativa de trabalho que está sendo realizada nas ruas de Caçador. Leitores da coluna encaminham todos os dias a sua indignação, já que os buracos existentes estão sendo cortados e afundados, tornando-os ainda mais perigosos.
Parafraseando o vereador Rubiano Schmitz, digo aqui que não sou engenheiro e nem arquiteto (pelo que sei nem o secretário de Infraestrutura é), mas é nítido que esses buracos estão causando perigo para os veículos que circulam pelas ruas de Caçador.
Não estou contrariando, de modo algum, que se faça as obras, mas que no mínimo, se colocasse avisos antes daquelas crateras enormes, para que não se tenha, quem sabe no futuro, mais problemas ainda, com motoristas revoltados devido aos danos nos seus veículos.
E não, não caí em nenhum deles, antes que alguém pense que isso aqui é algo pessoal.
Canteiro de obras
E-mail muito bem humorado foi encaminhado por leitora da coluna. Segue abaixo:
“Caçador está se tornando um canteiro de obras. Explico: canteiros são cheios de buracos. As ruas da cidade, também”.
Saco cheio
O vereador Vilso Soares dos Santos afirmou que está de “saco cheio” por causa dos problemas na saúde pública de Caçador.
Saco cheio 1
Ainda, segundo o pastor, os serviços de ultrassonografia não estão sendo realizadas mais em Caçador e várias pessoas têm reclamado sobre isso.
Mostrou a cara
O mesmo Vilso Soares resolveu mostrar a sua cara. Disse que, após ter recebido a denúncia, ligou na Secretaria de Saúde e conversou com uma pessoa de lá, que acusou: todo o dinheiro que deveria ser destinado ao pagamento do responsável pela ultrassonografia foi gasto pela ex-secretária Loely Bellaver.
“Como se gasta um orçamento? Como se gasta todos os recursos de janeiro a abril? Não sou muito fã da atual secretária, mas pelo menos está atendendo o apelo dos vereadores e da população”, disse o vereador.
Mostrou a cara 1
O vereador Vilso Soares fez acusações das mais graves contra a ex-secretária, ao falar, em plenário, sem documentos, que ela gastou os recursos.
A própria presidente da Câmara Municipal, Sirley Ceccatto, afirmou isso. “É necessário que se faça acusações com base em documentos. Acredito que, enquanto vereadores, precisamos elaborar um documento para que o Executivo nos envie os gastos reais da secretaria, para que possamos realizar um estudo fazer um comparativo com o orçamento anual”, completou.
Mostrou a cara 2
Aliás, o vereador Vilso Soares parece estar colocando a sua raivinha à mostra com relação à Secretaria de Saúde. Detalhe simples e básico: agora, ele resolve vir questionar este setor, culpando o governo Saulo Sperotto, mas esquece que foi secretário da mesma pasta e teve que ser demitido por falta de competência.
Rubiano
Vereador Rubiano Schmitz dominou mesmo a sessão desta segunda-feira. Primeiro, fez uma emenda no projeto de lei que regulamenta o estacionamento rotativo em Caçador, visando destinar uma tolerância de 10 minutos para os motoristas que param seus veículos nos espaços específicos, quando vão cumprir tarefas rápidas
No início do ano, segundo ele, o ex-prefeito Saulo Sperotto havia encaminhado projeto regulamentando este setor, de uma forma bem completa. “Mas por causa de alguns entendimentos distorcidos, o prefeito Imar Rocha retirou o projeto e, para a minha surpresa, aportou nesta casa, um novo, mal justificado e mal fundamentado, com 5 ou 6 linhas escritas, sugerindo modificações”, explicou Rubiano.
O vereador explicou que anteriormente, com o objetivo de contemplar uma associação sem fins lucrativos, foi escolhida a ACADEF, mas que, durante os anos, isso foi completamente modificado, já que a maioria das pessoas que ali trabalha, não faz parte desta associação.
“Isso se tornou uma forma de pedir esmola, já que, quando um veículo para ali, os representantes vêm pedir ajuda para comprar um bloquinho. Além disso, nenhuma das pessoas é registrada e ganham apenas por comissão, o que a lei proíbe”, acrescentou Rubiano.
Rubiano 1
Além das mais diversas discussões de projetos, requerimentos e indicações, o vereador Rubiano, que é presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, justificou a o fato de um projeto, visando levar melhorias para a linha Castelli, ter sido considerado inconstitucional.
Ele apresentou três justificativas. Segundo ele, este é um projeto cheio de vícios. O primeiro, segundo ele, é que a comunidade da linha Castelli pleiteou serviços em uma área de propriedade da Mitra. Isso não é permitido, uma pessoa pedir serviços para terceiros.
Além disso, segundo ele, foi feito o pedido em nome da comunidade, que não existe juridicamente, o que, legalmente, impede a Câmara de autorizar a concessão de benefícios.
“É a mesma coisa que se beneficiar uma pessoa que nem nasceu ainda”, disse Rubiano.
Outra justificativa da comissão para julgar o projeto inconstitucional é de que se previa o pagamento do combustível por parte da comunidade. “Em conversa com moradores da localidade, afirmaram para mim que eles não possuem condições de arcar com este custo e isso está previsto no projeto”, disse Rubiano.
O vereador completou ainda salientando que sugeriu aos moradores, para que possam ter acesso a estas vantagens, que busquem a regularização da sua situação jurídica, ou para que a Mitra faça a solicitação.