A final
Pouco me arrisco a dar palpites aqui a respeito de futebol, até porque a minha especialidade não é essa (se fosse, teria me tornado mesmo jogador de futebol e hoje estaria tentando ficar rico com isso). Mesmo assim, arrisco falar a respeito da final que envolveu a equipe de Caçador, Kindermann/UNIARP/GGNet e a UnoChapecó.
Foi digna de duas grandiosas equipes, isso não há o que negar. Mas vou me abster de falar dos nossos adversários e me concentrar em dar pitacos sobre o Kindermann.
A equipe perdeu por 2 a 1 em Chapecó e sim, jogou melhor. Não adianta vir com discurso besta me dizendo que quem joga melhor faz mais gols, porque isso não é regra. E o Kindermann colocou Chapecá na roda lá, mas não chegou aos gols. Parou na muralha, chamada Giga Paraná e não balançou as redes.
Aqui, era para ser diferente. E foi. Uma equipe nervosa entrou em quadra, mas que estava bem, até que um escorregão colocou tudo a perder (daqui a pouco falo sobre as goteiras).
O gol liquidou com a partida. Sim, foi o gol que o Kindermann não teria tomado em condições normais, porque não se perderia a bola no ataque (sim, no ataque) e se daria um contra-ataque fulminante.
Depois disso, todos já sabem o desenrolar, de acordo com a matéria que está publicada neste Portal: a equipe de Caçador empatou e depois, levou o segundo gol.
Não era para ter sido assim. A confiança da equipe um dia antes da partida não mostrava que ia ser assim. E mais uma: não se trata de um desabafo idiota de perdedor, mas sim, de uma realidade.
Por isso, quero deixar aqui os parabéns para estas guerreiras. Todas as meninas que fazem parte desta equipe são sim, guerreiras. Chegaram a mais uma final, a quinta, da Liga Nacional. Não foi desta vez, mas, podem ter certeza, que as vitórias começarão a vir e como diz alguém que conheço: um dia, a sorte tem que começar a virar pro lado do Kindermann.
Goteiras
Quem acompanhou o jogo pelo Portal Caçador Online viu. Para quem não acompanhou, relato em poucas palavras: uma vergonha, irresponsabilidade, o fim. Essa é a definição para as inúmeras goteiras no ginásio do Paulo Schieffler, que, diga-se de passagem, é o mais novo de Caçador.
Agora, pergunto e quero respostas: é assim, caros organizadores dos Joguinhos, que vocês pensam em sediar uma competição estadual?? Providências para isso serão tomadas?
Goteiras 1
Mais uma: Nós, do Portal Caçador Online, decidimos ficar fora da cabine de imprensa para transmitir a partida, mas no local específico para isso, se espremeram cinco rádios buscando um espaço para levar os detalhes do jogo da final da Liga Nacional de Futsal. Pergunto e continuo querendo respostas: é assim, caros organizadores dos Joguinhos, que vocês pensam em sediar uma competição estadual?? Providências para isso serão tomadas?
Conclusão
Não é pessimismo, amigo caçadorense e leitores desta coluna, mas arrisco, com poucas chances de errar, a dizer que Caçador não tem estrutura para sediar nem Joguinhos e muito menos os Jogos Abertos de Santa Catarina.
Apostas estão abertas para isso. Espero, de verdade, queimar minha língua e estar totalmente errado, mas, infelizmente, o que se viu no ginásio Jorge Thomé, o principal de Caçador hoje, foi uma pouca vergonha com os praticantes de esportes.
Por outro lado
Por outro lado, o reitor da Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP), Adelcio Machado dos Santos, que assistiu o jogo no meio da torcida e garantiu que gostou muito do que viu em quadra, por parte das meninas de Caçador, afirmou que vai buscar fazer o máximo para apoiar a equipe e o futsal feminino.
Segundo ele, o que se mostrou em quadra encantou e merece ainda mais de apoio. Palmas para o magnífico reitor, é isso que o futsal feminino de Caçador precisa, já que os resultados estão à mostra para qualquer um ver.