No amor não existe acúmulo de crédito e débito
Oi Lidi, desculpa pela intimidade mas, já me considero sua amiga. (srsrrsr) Como você vê sou uma mulher bem humorada, inteligente e me considero bem interessante. Lidiane, sou uma mistura de mulher segura, bem resolvida, cheia de criatividade e romântica aos extremos, não sei bem se a palavra correta seria romântica, mas adoro abusar das minhas ideias para fazer uns agradinhos para meu namorado, na verdade, ex-namorado (srssr) porque ele me deixou. Ele disse que eu estava entregue demais na relação por causa das minhas inúmeras demonstrações de amor e que ele não estava na mesma sintonia. A onde estou errando nas minhas relações? Maria Rita – bairro Bom Jesus – 35 anos

Maria não se culpe, o erro não está com você, nem no seu ex-parceiro, a única verdade é que as pessoas não gostam e não vem as demonstrações de carinho da mesma maneira. Outro dia eu estava conversando com uma amiga que contou uma história parecida, que aconteceu com ela há mais de 10 anos. Ela disse que conheceu um rapaz e desde aquele dia ele sempre estava lhe fazendo um “agradinho”. Era flores toda sexta, porque foi na sexta que se conheceram. Cartões românticos quase todo dia na caixa postal do correio. E por aí vai. Olhe bem! Isso partindo de um homem, coisa rara. (srsrsr) E ela disse que achava aquilo um saco. Sério, ela não gostava. E não demorou muito pra ELA terminar o namoro.
Viu Maria, o problema não está em ninguém! Eu acredito que cada um tem uma forma de dar e de receber amor, nunca é igual. Mas, quando encontramos a pessoa certa vamos dar a ela o que gostamos de dar e ela vai gostar daquilo que recebe, independente do que seja oferecido. E amiga, quando fizer algo, o faça por prazer e por você, nunca esperando algo em troca, porque no amor não existe esta de acúmulo de crédito e débito.
Sabe Maria em meus relacionamentos sempre procurei ser uma boa amante, uma boa mulher, uma boa dona-de-casa, um exemplo de profissional, etc, etc e etc. Sempre me entreguei por inteira na relação e como sou cheia de ideia, não existia rotina no romance, porque eu estava sempre querendo agradar e inovar. Porque meus amores (olha que foram, apenas três) se foram? Será que sou uma péssima amante? Será que sou uma mulher que ama e se entrega demais? Acredito que a resposta que eu procuro é a seguinte: EU AINDA NÃO ENCONTREI O HOMEM CERTO e ponto.
Então Maria, se no amor existisse acúmulos de créditos eu teria tido muitos créditos acumulados com meu ex-marido e, claro, estaria até hoje com ele.
Mas amor para valer à pena, tem que haver doação dos dois, em igual proporção. Ninguém é capaz de fazer alguém feliz por obrigação. Quando um homem faz uma mulher feliz é porque ela também o faz feliz.
Pra mim crédito é saldo extra. Não me imagino "creditando" nada na conta do amor que o outro me dá e nem pedindo que "credite" na conta do amor que lhe dou.
Dedicar-se para ver o outro feliz, dizer "é por isso que eu te amo", fortalece a união, mas não garante bônus nenhum! Ele te dá, você devolve, e vice-versa.
A única obrigação que um casal tem é a de ser feliz. O que vem pela frente é conseqüência dessa escolha. Qualquer concessão quando feita, que seja por amor, por ficar feliz em ver o outro feliz, não o faça por obrigação.
MARIAS, continuo defendendo que relação saudável é feita de troca, onde ambos estão sempre quites, e por isso não sobra e nem falta nada para ninguém.
O que pode haver é débito quando insistem em manterem-se juntos depois que já se magoaram.
Será que vale à pena insistir? Quem sabe é melhor assumir o fim da relação, por mais difícil que seja? Não existe relacionamento que sobreviva à falta de cuidado, como uma planta o amor também deve ser regado todo dia.
Amiga, o crédito do amor é receber amor. E não abater erros. Nada apaga o que já doeu.
Independente do que esteja certo ou errado, que são conceitos relativos, o casal se conhece e sabe o que magoa e decepciona o outro. E, se mesmo assim, o faz, é por desinteresse em manter a relação. Ou seja, tudo aquilo que um dia fez brotar e crescer o amor deixou de existir, e com isso, ele vai definhar e vai morrer. É só uma questão de tempo. Não há crédito que possa salvá-lo.
Por isso Marias, sigam a lição das mulheres celtas que eram criadas tão livremente como os homens. A elas era dado o direito de escolher seus parceiros e nunca poderiam ser forçadas a uma relação que não queriam. Eram ensinadas a trabalhar para que pudessem garantir seu sustento, bem como eram excelentes amantes, donas de casas e mães.
Mulheres, essa mensagem segue pela net, chegou em minha caixa de e-mail e quero dividir com vocês, anote, leia e releia sempre que precisar:
- Jamais permita que seu coração sofra em nome do amor. Amar é um ato de felicidade, porquê sofrer?
- Jamais permita que seus olhos derramem lágrimas por alguém que nunca lhe fará sorrir!
- Jamais se permita ficar horas esperando por alguém que nunca virá, mesmo tendo prometido.
- Jamais permita que seu tempo seja desperdiçado com alguém que nunca terá tempo para você!
- Jamais acredite que alguém possa voltar quando nunca esteve presente!
- Jamais se ponha linda e maravilhosa a fim de esperar por um homem que não tenha olhos para admirá-la!
- Jamais permita que seus pés caminhem em direção a um homem que só vive fugindo de você!
- Jamais permita que a dor, tristeza, a solidão, o ódio, o ressentimento, o ciúme, o remorso e tudo aquilo que possa tirar o brilho dos seus olhos, a dominem, fazendo arrefecer a força que existe dentro de você!
E, sobretudo, jamais permita que você mesma perca a dignidade de ser... MULHER.
Com carinho,
Lidiane Cattani Rabello - jornalista