3 de outubro de 2026
Rafael Seidel

05/04/2011

Por Rafael Seidel

Eleição indireta
O vereador Rubiano Schmitz (PP) até esboçou, mais uma vez, apresentar uma propositura para que a eleição indireta tivesse o voto aberto. Manteve a sua ideia até a tarde desta segunda-feira, 4, quando as modificações foram votadas na Câmara. Mas, não deu.

Resolveu recuar por não ter votos suficientes. Segundo as fontes do Além, a votação anterior, quando a oposição votou contra, tendo o voto do demista Darci Ribeiro dos Santos ao seu lado, iria se repetir.

Com isso, a eleição para definir um novo prefeito acontecerá mesmo no dia 20 de abril, às 19h, com votação secreta e nominal. O presidente da Câmara poderá votar, mas o vereador que for candidato será afastado do cargo, dando lugar ao seu suplente.

Detalhe que mais uma vez vou citar aqui, como tenho feito em todas as notas a respeito deste assunto: isso se Saulo Sperotto não conseguir voltar ao cargo até a eleição acontecer, pois os recursos dele estão correndo no TSE.

Traições
Com a votação secreta, as famosas traições a determinações partidárias poderão acontecer. Mesmo que sejam apenas nove eleitores, o jogo está sendo bem articulado por ambos os lados, em busca dos votos. Históricos inimigos estão sendo procurados tanto por peemedebistas quanto por pepistas, visando angariar um voto de confiança.

Minerva
Entretanto, pelo que tudo indica mesmo, o voto de minerva será mesmo de Darci Ribeiro dos Santos. Aliás, ele fez um discurso colocando para fora toda a sua mágoa com as articulações feitas pelo presidente do DEM, Renato Marins, e pelo ex-prefeito, Fernando Driessen. Mas, em momento algum, disse que votaria no candidato A ou B.

Minerva 1
Darci pediu, por várias vezes, para que o seu pronunciamento fosse colocado na ata da sessão na íntegra. Revelou que, apesar de estar declarando há dois anos a sua vontade de ser prefeito de Caçador, havia retirado seu nome dos possíveis representantes do DEM para um projeto maior, apoiando Itacir Fiorese, do PP, tendo Sirley Ceccatto, como vice.

O vereador fez questão de citar ainda que, depois disso, um acerto foi feito entre duas ou três pessoas pelas suas costas, para estabelecer um outro nome, do próprio DEM, como candidato a prefeito, ignorando os acordos anteriores.

O nome definido antes da convenção do partido havia sido de Wilson Binotto.

 “As pessoas precisam ter vergonha na cara acima de tudo, porque eu tenho. Não decidi meu voto ainda e se eu votar no PMDB, em branco ou na base, é problema meu. Mais uma vez quero dizer que, quando um homem assume um compromisso, tem que honrar, coisa que o meu partido não fez”, desabafou.

Sobrou pro Renato
O vereador Darci afirmou que Renato Marins não merece ser o presidente do DEM de Caçador.  “Só a palavra de um presidente ou de coronel não vale. É preciso saber trabalhar em conjunto, ouvir a todos”, disparou.

Ele afirmou, entretanto, não ter nada contra o vereador Wilson Binotto, pois “decidiram e tentaram fazer ele engolir por goela abaixo”.

Sobrou pro Renato 1
Já o vereador Rubiano também atacou o presidente do DEM. Afirmando ser solidário a Darci Ribeiro nas suas colocações, o pepista contou que tem acompanhado as negociações dos partidos que compõem a base governista.

“Quero deixar claro que a atitude do presidente do DEM foi de pessoa irresponsável”, disse Rubiano, salientando que os vereadores deveriam ser considerados e respeitados, já que tinham se reunido e acertado, de maneira unânime, que um dos 10 seria o candidato.

“Infelizmente, por influência de pessoas alheias à política local, em especial o DEM e o seu presidente, tudo foi por água abaixo”, afirmou, destacando que Renato Marins teria falado a seu respeito. “Eu não aceito isso por dois motivos simples: primeiro porque não sou do partido dele e, segundo, porque não sou nada a menos do que ele”, falou Rubiano. “O Renato Marins pode até ter mais dinheiro do que eu, mas não sou cachorro e nem peão de trecho dele”. 

Chance
Fontes do Além afirmam que os advogados de Saulo Sperotto estão muito confiantes na sua volta à Prefeitura através de recursos no TSE.

Elogios
Trabalho feito por Rubiano na confecção da Lei da eleição indireta foi elogiado pelos outros vereadores. Marcos Creminácio, do PT, lembrou que, enquanto alguns vereadores estavam em viagem, foi Rubiano que organizou os trabalhos na Câmara para a definição da Lei.

Carlos Evandro Luz (PMDB), também teceu elogios a Rubiano, salientando o seu empenho em buscar o melhor entendimento, até mesmo junto à Justiça Eleitoral, para fazer uma Lei da forma mais transparente, buscando subsídios para tirar todas as dúvidas.

Elogios 1
Já o vereador Alcedir Ferlin (PMDB) disse que, de maneira alguma, vai tecer críticas a Fically, mesmo sendo adversário neste pleito, por causa do seu trabalho sempre sério e voltado aos interesses da comunidade.

Perturbação do sossego
Saindo um pouco da questão da eleição indireta, leitores da coluna continuam mandando e-mails, uns contrários à minha opinião, mas a maioria a favor e com grandes elogios, os quais faço questão de agradecer.

Pois bem, abaixo transcrevo um dos e-mails de um leitor que solicitou o anonimato, que será respeitado. Ele citou os nomes de empresas, os quais não serão publicados, principalmente para evitar transtornos futuros para a coluna.

“E já que aqui todos têm espaço, gostaria de fazer o registro público de um grave problema que toda semana causa uma verdadeira dor de cabeça em muitas pessoas na nossa cidade e sobre o que ninguém toma providência. Estou falando do total desrespeito à lei que assegura a todos o direito ao SOSSEGO.

Em 2002, o legislativo municipal criou a lei nº. 1833/2002 que DEVERIA resolver a questão em nossa cidade. Acontece que NUNCA, JAMAIS, EM TEMPO ALGUM, qualquer fiscalização foi feita.

Em razão disso, todos se acham no direito de fazer o que bem entendem e no horário que bem entendem, sem se lembrar que onde o direito deles termina começa o direito do próximo. A Beira Rio é um exemplo disso. Carros e mais carros (e até motos, veja se pode) estacionados ao longo da via, fazendo disputa de quem consegue incomodar mais! Som alto até horas da madrugada de domingo. Problema de quem precisa trabalhar na segunda-feira cedo!

De outro lado, temos pessoas que se dizem empresários e que lucram a custa do sossego alheio sem enxergar que existe lei que proíbe isso. Me refiro aqui a locais como ‘uma danceteria da cidade’, ou ‘um Clube’, e muitos outros. Não sou contra que funcionem. Podem funcionar, desde que adequem suas estruturas à lei, instalando um sistema eficiente de isolamento acústico. Por que não fazem? Porque custa dinheiro, porque diminui o lucro. Enquanto isso, famílias inteiras são obrigadas a participar da festa em suas casas, aguentando o som alto que se propaga pela vizinhança.

A Polícia Militar, a Polícia Ambiental, a Guarda Municipal e a Prefeitura dizem que isso não é com elas! É com quem? Com a "mãe do badanha"?

A quem devemos recorrer?

‘Uma danceteria’ foi obrigada a proceder ao isolamento acústico completo do imóvel para voltar a funcionar. Enquanto isso, a ‘outra danceteria’ e este ‘clube’, não sei como conseguiram, fizeram apenas uma ou outra alteração, como a troca das janelas, que nada resolveu, e estão aí, autorizadas a funcionar! Meu Deus, mas será que ninguém enxerga, ou melhor, será que ninguém ouve esse absurdo todo?

Fica aí o registro para cobrar dos órgãos responsáveis, principalmente da Prefeitura desta cidade, providências no sentido de fiscalizar e punir os infratores da lei (que, embora não pareça, existe e deveria ser cumprida)".

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