Eleição indireta
Ao contrário dos boatos que correm pela cidade de Caçador, a eleição indireta, para a escolha do novo prefeito e vice, não será anulada. Todo o processo ainda é válido.
Até a suposta liminar da Justiça Eleitoral faz parte do boato. Na verdade, o que existiu foi uma consulta ao TRE por parte da justiça caçadorense. Nada mais do que isso.
O que acontece é que a Câmara vai votar uma resolução, com mudanças na Lei que foi aprovada nos dias 24 e 25 de março. Trata-se apenas de correções e adaptações para que a eleição indireta possa acontecer normalmente, no dia 20 de abril.
Eleição indireta 1
A eleição indireta vai acontecer em Caçador por um motivo principal. Isso foi definido porque se passaram dos dois primeiros anos do governo. Se fosse antes disso, a eleição seria direta, em pleito com a participação da comunidade. Aliás, para lembrar mais uma vez: Esta é uma determinação do Tribunal Regional Eleitoral e não de partidos políticos, oposição ou “Mãe do Badanha”, feita após a cassação do prefeito Saulo Sperotto.
Votação
A votação indireta para os cargos de prefeito e vice vai acontecer com apenas nove vereadores. Isso acontece porque a presidente da Câmara, Sirley Ceccatto, teve que assumir o cargo de prefeita, devido à saída de Saulo Sperotto.
O suplente da vereadora, que é Romildo Putti, não assume o cargo porque a Lei Orgânica Municipal prevê que isso só acontecerá se o afastamento do Legislativo for maior do que 30 dias. Sirley foi convocada a assumir por, no máximo, 30 dias.
Votação 1
Com a nova Lei da eleição indireta, se acaso um vereador for candidato, terá que se afastar do cargo automaticamente. Entretanto, esse afastamento será de 31 dias, o que configura na posse automática do suplente de vereador. No caso, até agora, a menos que haja uma mudança muito grande, Itacir Fiorese terá que se afastar.
Votação 2
No caso, assume no lugar de Fically, o secretário de Agricultura, José Carlos Pereira. A presidência cairá no colo da oposição por 16 dias, quando Carlos Evandro Luz, do PMDB, assume o cargo.
Voto minerva?
Se forem confirmadas as candidaturas de Itacir Fiorese, do PP, tendo como vice, Scheilla Marins (DEM), e de Imar Rocha (PMDB), com a petista Luciane Pereira, a situação teoricamente estará unida.
Entretanto, o resultado das convenções foi drástico para o DEM. Um enorme racha interno se criou, devido a influências de pessoas de fora da cidade.
Agora, o voto de minerva ficou por conta de um vereador da base governista do prefeito Saulo Sperotto: Darci Ribeiro dos Santos. Para o lado que ele pender, está definida a eleição. Detalhe: ele faz parte da base governista. Ficaria extremamente estranho se ele votasse contra um projeto que ajudou a criar.
Votação aberta
Vereador Rubiano Schmitz garantiu que vai propor novamente a votação aberta. A ideia é das melhores possíveis, já que mostraria para a comunidade em quem realmente os seus representantes irão depositar a confiança.
Outro fato é que os caçadorenses são a favor da votação aberta. Dezenas de comentários neste mesmo Portal provaram isso. Será que os vereadores terão coragem de rejeitar mais uma vez a vontade do povo?
Influência
Aliás, pelo que se notou, as influências externas no DEM só atrapalharam as negociações no município. O ex-prefeito Fernando Driessen garimpou uma coligação entre o DEM e o PMDB, mas foi praticamente enxotado do município.
A volta
Um dos detalhes mais básicos, que não se pode deixar de lado, é a possível volta do prefeito Saulo Sperotto ao cargo antes da eleição indireta. Os recursos estão correndo no TSE.