3 de outubro de 2026
Rafael Seidel

01/04/2011

Por Rafael Seidel

As mudanças
A sexta-feira foi de acertos entre os partidos da base aliada do governo, em busca de um senso comum para emplacar um candidato que seja vitorioso no dia 20 de abril. Boatos saíram de todos os lados e, de concreto, pouquíssimas coisas.

Umas mil reuniões aconteceram hoje e, pelo que contam as fontes do Além, existe uma chapa definida, entre o DEM e o PP, mas ainda esperando pela aprovação de um dos vereadores da base aliada. Um dos nomes seria de uma pessoa neutra, fora da Câmara, contemplando até mesmo os mais indignados da coligação.

Enquanto isso, na Câmara, vereadores realizam reuniões em busca de definir de uma vez por todas as mudanças na lei da Eleição Indireta, que deve ir para aprovação na próxima semana.

Com o andar da carruagem, pelo que se observa, as abóboras estão mesmo se ajeitando nos seus devidos lugares.

Política é ingrata
Pois é. Política é realmente ingrata. Durante seis anos, o prefeito Saulo Sperotto governou o município aconchegando ao mais diversos partidos em sua administração. Em muitas áreas, para contemplar alguns privilegiados, teve problemas que até hoje não foram resolvidos.

Sempre foi um defensor dos seus aliados, buscando apaziguar os problemas e aparar as arestas que restavam de brigas internas. Sperotto se “queimou” várias vezes perante a sociedade caçadorense por fazer isso.

Entretanto, dos outros lados, quando estavam reunidos para decidir o candidato a prefeito e substituto de Sperotto (isso se ele não voltar), simplesmente o ignoraram e ao seu partido, o PSDB. Os nomes cogitados pelos tucanos nem ao menos (até o final das convenções) haviam sido colocados na mesa para integrar as “cabeças” das eleições.

Sperotto perdeu o seu poder como prefeito e, à primeira vista, deixou de ser “interessante” politicamente.

Política é dinâmica
Política é mesmo muito dinâmica. Me lembro que nas eleições de 2000, o candidato do PMDB, Imar Rocha, fez um discurso inflamado no largo da Rodoviária (onde agora é o Parque Central), abraçado à Reno Caramori e ao ex-prefeito Onélio Menta, contra o então adversário, o PT. Se referiu aos petistas com palavras extremamente fortes. Agora, PMDB e PT estão coligados em um projeto em busca da Prefeitura de Caçador.

Política é jogo
A política é um jogo, onde é preciso saber articular quem serão os seus aliados e adversários da melhor maneira possível. Neste jogo, “quem pode mais, chora menos”. E foi isso que aconteceu na convenção do PMDB. Apesar do secretário Valdir Cobalchini e do ex-prefeito Fernando Driessen tentarem emplacar uma coligação “goela abaixo”, entre os peemedebistas e o DEM, o jogo feito por Imar Rocha foi dos melhores possíveis, conseguindo derrubar os dois e definir a união com o PT.

Imar foi “o cara” das convenções e Cobalchini ficou fora do jogo.

Escuridão
Saindo um pouco da questão das eleições. Fontes do Além me disseram que a responsabilidade em trocar as lâmpadas queimadas nas ruas de Caçador não é mais da Celesc. Agora, seria de uma empresa terceirizada, contratada por 15 prefeituras da região, que deve fazer o serviço.

O problema é que, segundo as mesmas fontes do Além, a dita empresa possui apenas dois caminhões para atender toda a demanda. Simplesmente ridículo!

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