3 de outubro de 2026
Rafael Seidel

15/03/2011

Por Rafael Seidel

Vamos por partes
Pois bem, eu já disse aqui neste espaço, que o que expresso trata-se de uma opinião pessoal, que pode ser apoiada, ou não. E, na coluna de ontem, citei alguns fatores a respeito da mais nova CPI, criada pela Câmara para investigar possíveis irregularidades na Prefeitura, na contratação de mídias para divulgação de atos e campanhas institucionais.

Na sessão de hoje da Câmara, o vereador Alcedir Ferlin, integrante do PMDB, partido de oposição ao prefeito Saulo Sperotto desde a outra legislatura, e um dos maiores estudiosos e entendedores da legislação municipal, afirmou que discorda do que foi escrito ontem aqui.

Segundo ele, pelo que deu a entender na coluna, todo o trabalho de investigação da CPI seria vazio, sem utilidade, mas que, pelo contrário, é de caráter investigatório.

“Nós fazemos a questão política por ser de nossa obrigação”, disse ele, salientando que, na sequência, dá-se o encaminhamento ao Ministério Público.

Salientando três, das quatro, CPIs abertas da legislatura passada, Ferlin afirmou que todas tiveram um trabalho muito bem feito e que tiveram resultado, sendo que uma, a da Folha, serviu de orientação ao Executivo, que pôde fazer algumas correções nas falhas apontadas.

“Esta CPI rendeu três termos de Ajustes de Conduta e o prefeito procurou se adequar em termos aos apontamentos. De maneira alguma fizemos isso para castigar”, enfatizou Ferlin.

“Não concordo com a nota da coluna, porque fizemos o nosso trabalho e se vai dar resultado, é outra história. Mesmo assim, em nenhuma das CPIs tivemos a intenção de buscar a cassação do prefeito porque esse não era o nosso foco”, completou o vereador, destacando que foram mais de seis meses trabalhando dia e noite e que eu desmereci o trabalho realizado. “Acredito que valeu a pena e que de maneira alguma fizemos política partidária, por isso, trata-se de um equívoco na nota do colunista”, finalizou.

Vamos por partes I
O vereador Carlos Evandro Luz, também do PMDB, afirmou que não leu a coluna, mas que se fosse como Ferlin destacou, trata-se mesmo de colocações infelizes da minha parte, já que outras CPIs foram frutíferas.

Já Rubiano Schmitz (PP), salientou que mesmo não lendo a nota, mas conhecendo este colunista, acredita que o que foi afirmado não deveria se referir ao trabalho dos vereadores, mas no sentido de que todo esse trabalho não vai gerar as consequências esperadas. “Estamos no exercício da nossa função e, independente de dar algum resultado, o importante é que se apure os fatos”, disse.

Vamos por partes II
Não desmerecendo o conhecimento do vereador Lilo e nem mesmo a extrema experiência, quero fazer agora, algumas simples e poucas colocações a respeito da nota que eu fiz ontem e sobre as afirmações do vereador hoje.

Em primeiro lugar, não citei em nenhum momento que o trabalho dos vereadores estava errado. Pelo contrário, acredito que a fiscalização deve ser feita como parte do exercício da função a qual os nobres edis foram eleitos.

Entretanto, falei sim, do fato de se abrir mais uma CPI contra a Prefeitura, a quinta, por sinal, e que não iria causar um novo desgaste ao prefeito Saulo Sperotto.

Conheço muito bem o assunto em que a CPI está investigando e ele não é novo. Aliás, em 2008, quando a capa do Jornal Informe fez uma denúncia sobre este mesmo assunto, o vereador Lilo (Alcedir Ferlin) já fazia parte da Câmara Municipal e não houve manifestação maior sobre isso.

Além disso, eu não critiquei a forma como a CPI foi aberta ou mesmo citei que tinha sido a oposição que havia articulado para que ela existisse.

Por isso, hoje sim, ao contrário do que fiz ontem, arrisco dizer (e sei que várias manifestações contrárias vão surgir) que trata-se de uma articulação política sim, capitaneada pela oposição ao prefeito Saulo, aproveitando o momento em que ele está sofrendo com a cassação para criar um fato novo. Se assim não o fosse, porque esperariam tanto tempo assim para arquitetar alguma coisa?

Vamos por partes III
Outro fator que não “arredo o pé” é com relação ao desgaste da oposição na outra legislatura, que foi “raivinha” e acabou sendo desaprovada pela comunidade e acredito mesmo que isso poderá se repetir.

Vamos por partes IV
Quanto aos resultados das CPIs do passado, não entro no mérito, porque, uma hora ou outra, eles podem aparecer, mas que demoram, ah demoram sim. Um exemplo apenas: Somente no ano passado os bens do prefeito Saulo foram indisponibilizados por causa da CPI da CESC. Ela foi aberta ainda em 2007 e agora, 3 anos mais tarde, surtiu algum efeito, do qual ainda cabe recurso ao prefeito. Não seria mesmo então, agora, esta uma manobra da oposição?

Indo embora?
Todo mundo pensou que era boato, mas na verdade, a Gerência Regional da Epagri de Caçador está mesmo com as malas prontas e vai para... Curitibanos. A Câmara aprovou uma moção para que isso não aconteça e vai encaminhar para o governador do Estado, Raimundo Colombo.

Agora, pergunto apenas uma coisa: onde está agora, o secretário de Infraestrutura e homem forte do Governo, Valdir Cobalchini que não se manifestou sobre isso? Ou a preocupação dele é apenas com a Secretaria de Desenvolvimento Regional de Caçador e vai deixar a Epagri ir embora, por não ser um cargo do seu partido, o PMDB?

Concurso público
A Câmara Municipal vai abrir concurso público para contratação de servidores. Ao todo, são 7 cargos e 13 vagas. As inscrições já devem estar abertas em abril e as provas acontecerão em junho, observando os trâmites legais. “Estamos procurando agilizar o máximo, já que é uma necessidade da Câmara”, afirmou a presidente Sirley Ceccatto.

Sessão solene da Alesc
O vereador Rubiano encaminhou solicitação para que a Assembleia Legislativa de Santa Catarina realize uma sessão solene no próximo dia 28 em Caçador, para homenagear o município. O pedido foi feito para o deputado Reno Caramori, 2º secretário da Alesc.

Segundo o vereador, o deputado apenas solicitou a formalização do pedido para iniciar as tratativas da realização desta sessão.

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