3 de outubro de 2026
Rafael Seidel

24/02/2011

Por Rafael Seidel

Osmar Telck
Hoje, Caçador acordou de luto. No início da madrugada, morreu o visionário Osmar Telck. Homem muito respeitado em toda sociedade caçadorense, mantinha uma humildade ímpar e um desejo de auxiliar os mais necessitados. Fez parte do Rotary por muitos anos e ali, desenvolveu diversas atividades.

De hábitos regulares, era um dos primeiros a chegar na empresa e bater um papo na recepção com os seus colegas. Ia ao banco quase todos os dias, conhecia cada uma das pessoas que lá trabalhavam.

Mesmo com 78 anos de idade e saúde fragilizada, tinha uma memória excelente, até para coisas simples. Foi um bravo lutador pela instalação da Universidade Alto Vale do Rio do Peixe, defendendo que a comunidade caçadorense não poderia deixar que tudo aquilo que foi construído com muito suor fosse levado para outras cidades.

Presenciei uma discussão entre ele e um dos pró-unificação. Os seus argumentos, baseados na história e no que foi aplicado pela comunidade na universidade, eram arrasadores.

Este mesmo homem íntegro também me deu um conselho, que será levado para o resto da vida, com muita seriedade: “Dê valor ao que é seu, lute por isso e você vencerá”. Este era Osmar Telck, ou, para quase todos, “o Seu Osmar”. Descanse em paz.

Injustiça
Me abstive em vários momentos de tecer comentários a respeito do mérito da cassação do prefeito Saulo Sperotto. Foi uma opção deixar os fatos correrem para depois dar uns pitacos furados, quem sabe a respeito de algum resultado final.

Entretanto, depois de ler a decisão dos magistrados catarinenses, não pude deixar de lado este fato e chego à conclusão de que foi uma injustiça. Sim, isso mesmo. A cassação do prefeito e do vice, Lucir Christ, foi uma injustiça.

Em momento nenhum, a decisão cita a participação do prefeito ou do vice na distribuição de gasolina na véspera da eleição. Pelo contrário, a pessoa que estava lá, nem ao menos fazia parte da coordenação de campanha, conforme foi afirmado pelo coordenador na época, o Schmitão.

Injustiça I
Além disso, me perdoem os contrários, os reclamões e até as minhas fontes do Além, partidários ou mesmo, simpatizantes de outras agremiações políticas que não a do prefeito Saulo Sperotto, mas a cidade mudou a sua “cara”. Lembro-me muito bem de algumas administrações anteriores, com realizações pífias, prefeitos sentados em suas cadeiras sem ao menos se preocupar em ir buscar um centavo em outro lugar.

Caçador foi realmente colocado no mapa, Santa Catarina passou a respeitar esta cidade. Antes, no Vale, no Litoral ou no Sul, se pensava que Caçador fosse uma vila, um distrito de Joaçaba, ou mesmo, que ficava no Paraná. Esta é a mais pura verdade, porque eu mesmo ouvi isso várias vezes e não por brincadeira, mas porque esta cidade estava fora dos conhecimentos dos catarinenses. Agora, a coisa mudou e muito.

Sei que muitos estão lendo agora e imaginando que nunca mais vão entrar neste espaço porque é tudo mentira o que está sendo escrito. Vão argumentar que a Saúde está de mal a pior. Eu digo que não. Problemas na saúde todos os municípios do país têm, e isso é provado toda vez que os Fantásticos ou Jornais Nacionais da vida fazem imensas reportagens, abordando este problema. Hospitais superlotados, com leitos pelos corredores e pessoas morrendo todo dia sem atendimento.

Aqui, há demora no atendimento, mas e nos consultórios particulares, as pessoas são atendidas na hora em que chegam? Não, é preciso esperar também.

Mas, e a péssima conservação das ruas de Caçador, podem me perguntar? Concordo, está um caos mesmo. Tem buraco na reserva, esperando para entrar. Entretanto, assistam o Jornal do Almoço e vejam as reclamações em Lages e Joaçaba, que é de onde aparecem as notícias. São as mesmas daqui. Ruas esburacadas. O motivo: chove, sem parar, literalmente, desde o mês de dezembro.

Agora, poucos lembram do enorme e ridículo espaço que existia em frente à Rodoviária. Como nos primórdios da nossa cidade, criavam-se cavalos ali. Circos e parques se instalavam no local e iam embora deixando a sujeira e o cheiro de excrementos. O projeto, ousado, que contou sim, com recursos de todas as esferas, partiu da Prefeitura e hoje, o Parque Central José Rossi Adami é único em Santa Catarina. Não existe nenhum similar.

Ou quem sabe, se pedirem para os moradores do Ulisses Guimarães, onde eram lançados os seus esgotos há cerca de 4 anos muitos darão os seus depoimentos: no meio da rua. Hoje, o local conta com uma estação de tratamento e o projeto já está pronto e aguardando a liberação de recursos para a construção de uma nova, que vai abranger diversos bairros.

E não foi só isso, esquinas reestruturadas no centro de Caçador, escolas dos bairros com quadras de esporte cobertas, alunos com acesso a computadores em todas as escolas e, em algumas delas, cada um no seu.

Se existiram falhas no governo Saulo Sperotto, com certeza, foram superadas pelas conquistas para a comunidade.

Esta coluna está sendo publicada um dia antes do prazo máximo para o recurso do prefeito, visando se manter no cargo para poder responder ao processo no Tribunal Superior Eleitoral. Os mais chegados de Sperotto, apesar de manterem as suas esperanças, estão preparados para que o pedido seja negado.

Concordo plenamente com as palavras do vereador Alcedir Ferlin, quando disse que a comunidade vai perder com a saída de Sperotto da Prefeitura. Projetos terão que ser paralisados e a cidade será tomada de uma incerteza enorme quanto ao futuro. A pessoa que assumir terá que construir a sua equipe de governo e, se for rápido, vai perder vários meses.

Finalizando este ano, no próximo, pouca coisa se consegue fazer, por ser período eleitoral e Caçador vai parar no tempo.

Esta pode ser uma previsão totalmente pessimista, mas é a mais próxima da realidade, caso Sperotto tenha que deixar a Prefeitura. Não estou minimizando a competência de quem irá assumir posteriormente, mas sim, afirmando que os trabalhos não prosseguirão com a normalidade de hoje. Esta é sim, a realidade.

“Quem vai ficar com a SDR” – quarto capítulo
Este pode ser o penúltimo capítulo da novela “Quem vai ficar com a SDR”. Ou não, como aconteceu no de ontem. Os El Pezons Vermelhons não foram atendidos pelo Cobalchini Colorado, que está no Planalto Central procurando por um pote de ouro e continuam com seu noivo no altar.

O bom moço Colombo mandou para lua de mel mais 8 noivos, das mais diversas famílias. Já El Tuconons continuam na sua lida brava para provar força na região e casar de uma vez o noivo, que agora ninguém conhece.

Talvez, no capítulo de amanhã, o nome do noivo já esteja divulgado e será publicado aqui.

Em Caçador
O secretário de Infraestrutura, Valdir Cobalchini, estará em Caçador, nesta sexta-feira, às 20h, na Associação Empresarial (ACIC). Ele deve apresentar os programas que pretende implementar na pasta e ouvir sugestões para obras de infraestrutura em Caçador e região.

UNIARP
A comissão de recredenciamento do Conselho Estadual de Educação esteve em Caçador nesta semana para analisar novamente a Universidade Alto Vale do Rio do Peixe. Este processo tem que ser realizado a cada período determinado, para garantir a qualidade de ensino das instituições.

Para a UNIARP, a comissão havia marcado de vir apenas no final do ano, mas, a pedido do presidente Gilberto Seleme, esteve já e deverá prorrogar o título de universidade por mais, no mínimo, 3 anos, podendo chegar a 5 anos.

Prova de que o ensino da UNIARP está superando as expectativas e dentro das normas exigidas pela Legislação.

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