2011 vai imitar 2010?
2011 mal começou e já se vê indícios de que será semelhante a 2010, pelo menos nas catástrofes naturais. Nem é por pessimismo que digo isso, mas pelo que se viu na noite deste domingo, 2º dia do novo ano.
A situação em diversos bairros ficou complicada. Casas foram inundadas, estabelecimentos comerciais e automóveis ficaram embaixo d’água. Tudo isso pela imensa quantidade de chuvas que caiu: foram aproximadamente 70 mm, quase metade do previsto para o mês inteiro de janeiro, em apenas uma hora. Literalmente, a água caiu “de balde” em cima do Sorgatto, Bom Jesus, Municípios, DER e Paraíso, na região do Santelmo.
Fora este motivo, que é o primordial, existem alguns outros para os alagamentos. A grande quantidade de asfaltos que foram feitas em morros faz com que a água escoe com muito mais força e não infiltre. Resultado: as áreas mais baixas servirão como uma espécie de piscina, onde toda a água vai se concentrar. E se a água escoa mais rapidamente, não adianta construir mais bocas de lobo.
A quantidade de lixo tem que ser considerada também. As pessoas não se preocupam se um litro, uma lata ou uma embalagem é jogada no chão e são esses materiais que entopem os canais por onde a água deveria passar. Com isso, o que se viu neste domingo foi o resultado de um desequilíbrio ambiental que tende a se tornar ainda mais frequente.
O que fazer?
A inoperância e falta de atenção dos poderes públicos mais antigos se reflete agora em Caçador. A permissão para se construir em cima dos córregos e as galerias mal feitas nos bairros que foram atingidos geraram um sério problema. Agora, se acaso se buscar refazer estas galerias, centenas de casas têm que ser destruídas. São Paulo, Curitiba e outras cidades são exemplos de que os moradores terão que conviver com esta situação.
Como prega Sérgio Elói Bisotto, da Defesa Civil: “Córrego não se canaliza, se deixa aberto”.
Secretário
Valdir Cobalchini assumiu a Secretaria de Infraestrutura nesta segunda-feira, 3. Ele vai herdar da administração de Rubens Spernau recursos da ordem de R$ 400 milhões para investimentos em infraestrutura no Estado. O deputado recebe também uma série de importantes obras e projetos em andamento, como a recuperação da Ponte Hercílio Luz; a duplicação da SC-401 entre Jurerê e Ingleses; o convênio para melhorias nos acessos ao Aeroporto Hercílio Luz; a Costa do Encanto, no Norte do Estado; 98% dos municípios com acesso pavimentado, entre outros.
Piazzon é regional
O delegado Luiz Antonio Piazzon vai assumir como delegado Regional de Caçador. Ele substitui a antiga titular, Sirlei Gutoski, que foi transferida para Porto União.
Piazzon já foi delegado regional em Concórdia e por duas vezes aqui em Caçador.