3 de outubro de 2026
Mundo Novo

07/10/2010

Por Júlio César Moschetta da Silva

A IMPORTÂNCIA DE UMA AGRICULTURA SUSTENTÁVEL

A história da humanidade nos tem mostrado o homem como um ser capaz de se adaptar a todos os meios e condições onde encontre ar para respirar, seja na superfície da terra, ou debaixo dela, no céu, ou na água.

No início da raça humana, esta era nômade, pois precisava vagar em busca de alimento visto que não produzia nada.  Mas a agricultura ampliou os horizontes da humanidade, pois deu possibilidade ao homem de produzir o seu próprio alimento e diversificar a sua forma de vida. Hoje produzimos cada vez mais em menos espaço, claro que com a ajuda de diversos produtos químicos e tecnologias diferenciadas.

Penso que nesta trajetória o homem moderno perdeu os seus ideais de integralidade com o Meio Ambiente, pensando bastar-se a si próprio e assim, poder levar uma vida independente em relação ao resto do mundo orgânico. Com freqüência, esquece ou ignora que depende por completo de outros organismos, tanto para a sua subsistência como para seu bem estar material.

Um fornecimento adequado de alimento é, e sempre tem sido o problema fundamental do homem. Analisando ao último extremo, toda a sua alimentação se baseia nas plantas, pois ainda que ele coma carne de animais, estes são tão dependentes dos vegetais como o próprio homem, e como ele não podem de modo algum fabricar o seu alimento, partindo de substâncias inorgânicas.

Essa necessidade contínua de provisão de alimentos e matérias-primas, tem levado multidões de pessoas a circularem o globo terrestre até a última fronteira, “onde não existem mais horizontes demarcando os limites de uma nova e melhor terra prometida – A Nova Fronteira, no dizer de Thomas Barret”. Assim, entre conflitos ideológicos e  mudanças nos sistemas sociais, um fato básico tem lugar: “não podemos mais nos movimentar de Leste para Oeste, de Norte para Sul, aqui nos encontramos, aqui precisamos ficar”.

“Mas, o que vem a ser essa Nova Fronteira, sobre a qual nós temos aparentemente estado?” Segundo Barret, a Nova Fronteira está literalmente debaixo de nossos pés. Camadas sobre camadas, a rocha-mãe, a fonte inexaurível da matéria-prima de nova e fértil terra virgem, se encontra para ser despertada e ativada para uma vida verdejante, através dos conhecimentos e domínio do homem.

Essa Nova Fronteira não é uma figura de retórica, ela é real, um fato físico, e cada indivíduo pode encontra-la em sua propriedade, seja ela pequena ou grande, e ter o prazer, a satisfação e o benefício de desfrutar sua nova terra que ele próprio, tem ajudado a criar através de práticas de uma agricultura sustentável.

Parabéns agricultores caçadorenses por desenvolver esta Nova Fronteira, aqui mesmo em Caçador.

Eng. Júlio César Moschetta da Silva

Júlio César Moschetta da Silva

Sobre a coluna

Júlio César Moschetta da Silva

Coluna Mundo Novo

Graduado em Engenharia Ambiental, especialista em Educação Ambiental e Gestão de Recursos Hídricos. Atuante em Conselhos Municipais em Caçador, Comitê da Bacia do Rio do Peixe e OnG Gato do Mato. Na coluna Mundo Novo Júlio escreve sobre assuntos ambientais, relacionando o tema com o desenvolvimento humano. Também aborda assuntos de caráter filosófico, abrindo discussão sobre a consciência humana.

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