3 de outubro de 2026
Mundo Novo

08/10/2009

Por Júlio César Moschetta da Silva

“Custo do passivo ambiental ultrapassa 15 bilhões de reais no Brasil”

Segundo estimativa da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS), o  número de áreas degradadas já passa de 30 mil no País.

O conjunto de obrigações que as empresas têm com relação ao meio ambiente e com a sociedade, denominado passivo ambiental, tem se tornado, cada vez mais, alvo da preocupação das empresas, especialmente, por conta de seus onerosos desdobramentos. Uma contaminação de solo ou água subterrânea pode levar à desvalorização da empresa, de imóveis e  a problemas de saúde pública, além de onerar e até mesmo alterar projetos de obras públicas, como a expansão do metrô, por exemplo.

Segundo dados da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS), o valor econômico do passivo ambiental no Brasil ultrapassa R$ 15 bilhões de reais. Resultado obtido por meio da multiplicação do número aproximado de áreas contaminadas, que já passa de 30 mil no País, pelo valor médio do custo de um trabalho de remediação, que atualmente é de R$ 500 mil, incluindo as diversas etapas do trabalho, de acordo com a associação. O valor da recuperação do local é bastante caro e, também, variável, já que cada metro cúbico de água contaminada, por exemplo,  tem um custo para ser tratado, pois é preciso verificar o tipo de contaminação e a profundidade do local, afirma o hidrogeólogo Everton de Oliveira, organizador do I Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo, evento inédito, que aconteceu em São Paulo. Segundo Oliveira, esta situação é resultado de longos anos de urbanização e industrialização no Brasil.

Para tanto, convido todos os usuários de água, da Bacia Hidrográfica do Rio do Peixe e demais interessados na área em questão, para participar do IV FÓRUM DO COMITÊ RIO DO PEIXE, que ocorrerá em Piratuba no próximo dia 16 de outubro, com início as 15 horas, no Centro de Eventos de Piratuba – SC. Este Fórum terá como tema “Águas Subterrâneas”. Seu objetivo é chamar a atenção para as questõs relativas à qualidade, quantidade, disponibilidade e potencial de recarga das águas subterrânea, destacando-se o papel do poder público e a articulação da sociedade quando da utilização deste recurso.

Mais informações no site do Comitê Rio do Peixe: http://www.aguas.sc.gov.br/sirhsc/index.jsp?idEmpresa=20

Sua participação é importante neste evento, vamos lá e até a próxima!

Engenheiro Ambiental: Júlio César Moschetta da Silva

Júlio César Moschetta da Silva

Sobre a coluna

Júlio César Moschetta da Silva

Coluna Mundo Novo

Graduado em Engenharia Ambiental, especialista em Educação Ambiental e Gestão de Recursos Hídricos. Atuante em Conselhos Municipais em Caçador, Comitê da Bacia do Rio do Peixe e OnG Gato do Mato. Na coluna Mundo Novo Júlio escreve sobre assuntos ambientais, relacionando o tema com o desenvolvimento humano. Também aborda assuntos de caráter filosófico, abrindo discussão sobre a consciência humana.

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