4 de outubro de 2026
Mundo Novo

01/08/2009

Por Júlio César Moschetta da Silva

Mudanças climáticas

Para os especialistas é necessário agir agora para reduzir os riscos relacionados ao aquecimento global no futuro.  As mudanças climáticas já são uma realidade; são necessárias medidas urgentes de adaptação dos ecossistemas a estas mudanças.

Já podemos observar fenômenos incomuns e extremos, como as recentes enchentes no Amazonas, Maranhão e Santa Catarina e, antes disso, a seca recorde na Amazônia. Tais fenômenos tendem a se tornar cada vez mais freqüentes e graves.  Toda esta realidade é um sinal dramático de que é necessário agir agora, para garantir o melhor cenário possível, para a atual e para as próximas gerações.

Embora ainda haja tempo para a adoção de medidas que reduzam a trajetória de mudanças climáticas no planeta, cientistas afirmam que o aquecimento global é um fato já comprovado e que o melhor cenário ainda prevê um aumento da temperatura em 2ºC nas próximas décadas; o que agravará a situação atual e exige medidas urgentes que reduzam os impactos da mudança sobre os ecossistemas em geral, e em particular, os ecossistemas aquáticos, grupos sociais vulneráveis e também sobre diversas atividades econômicas que poderão ser afetadas.

Uma das medidas mais urgentes deste cenário é a adaptação às mudanças climáticas. Uma série de respostas aos impactos atuais e potenciais da mudança do clima, para minimizar os seus riscos. A capacidade de adaptação de um sistema depende de sua vulnerabilidade - que é o grau de susceptibilidade dos sistemas (biológicos, geofísicos e sócio-econômicos) para lidar com os efeitos adversos da mudança do clima, e sua resiliência - que é a capacidade do sistema em absorver impactos preservando a mesma estrutura básica e os mesmos meios de funcionamento. Quanto menor a vulnerabilidade de um sistema e maior a resiliência, maior será o seu potencial de adaptação.

Isso não é mais papo de eco-chato, mas é uma realidade que podemos observar até mesmo em nossa região: secas, enchentes, ventanias, granizo, frio fora de época... São situação que vão e estão fazendo parte de nosso cotidiano diário. Quando alguém fala que devemos fazer a nossa parte junto ao Meio Ambiente e policiar nossos hábitos de consumo, não devemos achar que é mais um demagogo enchendo a nossa paciência, mas deveremos abrir nossas mentes e expulsar os velhos paradigmas imprestáveis que a própria sociedade nos incorporou.

Vamos lá pessoal, vamos falar a mesma língua! O PLANETA TERRA conta com cada um de nós...

Um grande abraço a todos e até a próxima.

Eng. Ambiental: Júlio César Moschetta da Silva

Júlio César Moschetta da Silva

Sobre a coluna

Júlio César Moschetta da Silva

Coluna Mundo Novo

Graduado em Engenharia Ambiental, especialista em Educação Ambiental e Gestão de Recursos Hídricos. Atuante em Conselhos Municipais em Caçador, Comitê da Bacia do Rio do Peixe e OnG Gato do Mato. Na coluna Mundo Novo Júlio escreve sobre assuntos ambientais, relacionando o tema com o desenvolvimento humano. Também aborda assuntos de caráter filosófico, abrindo discussão sobre a consciência humana.

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