ÁGUA NO ENSINO BÁSICO E FUNDAMENTAL
Li uma matéria que falava sobre a visita da diretora geral de Formação, Organização e Participação Social do Ministério de Ambiente e Recursos Naturais da Guatemala, Justa de Leon De Monney, ao Ministério do Meio Ambiente em Brasília. Onde ela fez uma exposição aos técnicos do Departamento de Recursos Hídricos da SHRU sobre a estratégia daquele país para impulsionar a cultura da água nos currículos das escolas públicas de ensino fundamental e médio.
A proposta é de que até 2012 esse assunto passe a fazer parte da grade curricular guatemalteca. A Guatemala está utilizando a ferramenta da educação ambiental como meio para se preparar ao enfrentamento das consequências das mudanças climáticas.
A cultura da água nas escolas nada mais é do que o fortalecimento do sistema de participação das escolas, com a presença dos educadores, alunos e pais, na gestão educativa da água. "Queremos converter a escola em uma unidade de onde emanem idéias, ações, conhecimento e tomadas de decisões com poder de se disseminar em nível comunitário, onde a água se converta no centro da vida", disse.
Mesmo enfrentando problemas ambientais, agravados pelos efeitos das mudanças climáticas, com seca e inundações constantes o povo guatemalteco valoriza muito a questão da água, principalmente devido à cultura dos Maias, ainda hoje maioria da população daquele país (67%).
Segundo ela, desde o início da civilização Maia a água é considerada elemento sagrado. "Eles pediam permissão divina tanto para usar a água quanto para cortar uma árvore e temos que resgatar esses valores culturais para os dias atuais", explicou.
Justa de Leon participou, como observadora internacional, da 3ª Conferência Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, na cidade de Luziânia-GO. Segundo ela, a Guatemala considera a educação ambiental um marco para o desenvolvimento sustentável.
A Guatemala é um país localizado na América Central com 109 mil quilômetros quadrados e 13 milhões de habitantes. Com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) médio, ocupa o 96º no ranking internacional. O consumo de água potável atingiu níveis tão elevados que o atual governo decidiu criar um gabinete específico para lidar com a questão.
Acho que é chegada à hora do Brasil reavaliar a sua metodologia de ensino fundamental! Bem, mas esta é uma questão para todos os educadores pensarem um pouco. Estamos realmente utilizando de forma correta a proposta da transversalidade da Educação Ambiental em todos os níveis de ensino? Ou apenas estamos fazendo de conta
Eng. Ambiental: Júlio César Moschetta da Silva
e-mail: julionatural@gegnet.com.br
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