3 de outubro de 2026
Mundo Novo

09/08/2008

Por Júlio César Moschetta da Silva

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Este é um setor da educação que a cada dia que passa está sendo mais discutido e trabalhado dentro das escolas de Caçador, tanto no ensino básico, fundamental, médio e superior. Sabemos que, segundo o que regulamenta a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (Art. 225 inciso VI), a Educação Ambiental é obrigatória em todos os níveis de ensino, tanto no ensino formal como no informal. Mas em relação a essa obrigatoriedade, é comum surgirem algumas duvidas!

Quem regulamenta o seu cumprimento?
Qual é a metodologia que deverá ser aplicada em cada caso?
Como podemos avaliar os seus níveis e padrões?
O que é Plano Municipal de Educação Ambiental?

Bem, são ainda muitas as perguntas que ficam no ar e que pode ser feito em relação ao processo de implementação da Educação Ambiental em nosso município e até mesmo em nosso país!  Mas o caminho já está sendo tracejado por muitos professores e facilitadores na Educação Ambiental. Devemos sim, buscar o máximo possível; especializarmos na área e relacionarmos com as questões ambientais que desenrolam em nossa região; pois para o aprendiz, é muito mais fácil entender as relações ambientais de sua localidade e interagir com as mesmas. 

A educação ambiental se constitui numa forma abrangente de educação, que se propõe atingir todos os cidadãos, através de um processo pedagógico participativo permanente, que procura incutir no educando uma consciência crítica sobre a problemática ambiental; compreendendo-se como crítica a capacidade de captar a gênese e a evolução de problemas ambientais.
 
O Brasil é o único país da América Latina que tem uma política nacional de Educação Ambiental, que é a Lei nº 9.795 de 27 de abril de 1999. Sem dúvida, foi uma grande conquista para o nosso país, a qual se deu com o sacrifício de centenas de ambientalistas anônimos, funcionários do IBAMA, do Ministério do Meio Ambiente e ongueiros, em sua luta diária, nos corredores do Congresso, fazendo lobby e convencendo parlamentares. Mas ainda a muito a fazer e a definir para que realmente a coisa funcione.

Um programa de educação ambiental para ser efetivo deve promover simultaneamente: o desenvolvimento de conhecimento, de atitudes e de habilidades necessárias à preservação e melhoria da qualidade ambiental. Utiliza-se como laboratório, o metabolismo urbano e seus recursos naturais e físicos, iniciando pela escola, expandindo-se pela circunvizinhança e sucessivamente até a cidade, a região, o país, o continente e o planeta. A aprendizagem será mais efetiva se a atividade estiver adaptada às situações da vida real da cidade, ou do meio em que vivem aluno e professor.

 Uma coisa é certa, a cada dia que passa mais professores se empenham no sentido de buscar novas metodologias de trabalho, mas ainda são poucos os que correm atrás de atualização de suas disciplinas em relação à transversalidade da educação ambiental. No entanto, nunca é tarde!  Vamos lá pessoal, participar do processo de construção da Educação Ambiental em nosso município e colaborar com o desenvolvimento sustentável de nosso país.

Até a próxima matéria.

Júlio César Moschetta da Silva 

Júlio César Moschetta da Silva

Sobre a coluna

Júlio César Moschetta da Silva

Coluna Mundo Novo

Graduado em Engenharia Ambiental, especialista em Educação Ambiental e Gestão de Recursos Hídricos. Atuante em Conselhos Municipais em Caçador, Comitê da Bacia do Rio do Peixe e OnG Gato do Mato. Na coluna Mundo Novo Júlio escreve sobre assuntos ambientais, relacionando o tema com o desenvolvimento humano. Também aborda assuntos de caráter filosófico, abrindo discussão sobre a consciência humana.

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