3 de outubro de 2026
Erocilda Pereira

08/11/2007

Por Erocilda Pereira

Pontes da vida

Visitei vários lugares que exalam a criatividade, como sabem além do Napoleão Rafael, a minha maior paixão é a arte e suas múltiplas linguagens. Sou do tipo de fruidor crítico que procura ler as obras com o coração e depois com a linguagem técnica. Observei grandes obras de renomados artistas... estive em locais que o cheiro é de pura arte... fui espectadora de grandes espetáculos daqueles de rua... dos pequenos teatros e das  super produções.  Vi pequenas bailarinas como também àquelas que fazem do movimento a perfeição.

Nossa pequena cidade é recheada de grandes artistas, isso me faz dar um sorriso largo e aplaudir de pé todos eles, pois sei da luta de buscar ser entendido... de ser reconhecido. Existem espaços recheados de obras, espaços temporários que mostram o belo... mas são poucos  os que tem acesso, motivos? Falta de informações... nossos jornais pecam em mostram ao público o que acontece na arte e na cultura de Caçador.... mas acredito que chegamos lá... Particularmente ando por aí e sempre que tenho novidades passo aos meus fiéis leitores que visitam este site, que modéstia aparte, é sério e informativo. Sinto muito por aqueles que ainda não tem acesso a internet e ficam analfabetos das belezas que arte nos proporciona.

No Museu do Contestado há uma exposição fantástica, são dezoito obras da artista caçadorense Neiva Mena Barreto. A artista depois de uma árdua pesquisa no curso de pós-graduação colocou o processo de transformação das impressões, desde a milenar xilogravura até os recursos tecnológicos que estão por aí. A Caçadorense utiliza imagens de lugares que marcam nossa cidade, é um trabalho digno de uma visita.

Essa obra é uma das minhas preferidas, trata-se de uma fotocomposição em lona – As Pontes II.

Aqui uma xilogravura, pra quem não sabe trata-se de uma técnica de gravura na qual se utiliza madeira como matriz e possibilita a reprodução da imagem gravada sobre papel ou outro suporte adequado. É um processo muito parecido com um carimbo.
Na produção Neiva, através da técnica milenar do século VI, apresenta Fachada II, a ponte novamente está ali, gravada para que nossos olhos observem.

Aqui a tecnologia está inserida, trata-se de uma sobreposição em sépia, é como se o passado e presente se fundissem num único olhar.

Apareça no salão das exposições temporárias do Museu do Contestado e aprecie as obras desta artista que merece nossos aplausos pela abordagem diferenciada e pelo caminho que ela segue em suas produções artísticas. Talvez você não goste e ache tudo banal, mas lembre isso faz parte do processo de apreciação. A arte é subjetiva, tudo é pela sensibilidade!

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