3 de outubro de 2026
Miriam Staskowian

20/10/2007

Por Miriam Staskowian

O Analista Machão de Bagé, de Cláudio Cunha, neste domingo, em Caçador

Paulistano de 56 anos, 25 dos quais se vestindo de gaúcho, na pele do Analista de Bagé, Cláudio Cunha já fez rir mais de 2 milhões de espectadores. O Guines Book reconheceu o trabalho de Cunha como “a peça que há mais tempo está em cartaz e o ator que há mais tempo permanece em um mesmo personagem”.
As versões para os palcos foram baseadas no livro de Luíz Fernando Veríssimo. Pai Dotô é homem do campo diante da modernidade, gozando as burrices humanas e as coisas que os homens inventam para complicar a própria vida. A caracterização acabou se transformando no veículo de humor para Cláudio Cunha, assim como foi Carlitos para Chaplin, Cantiflas para Mário Moreno.
“Entre os meus ‘gurus’ tenho também o nosso Mazzaropi”, enfatiza Cunha. Ele tem ainda a vantagem do escracho genuíno, reafirmando a premissa da piada bem contada.

Com “O Analista Machão de Bagé” — peça que será apresentada neste domingo, 21 de outubro, às 20h30, no Auditório do Contestado—, texto inédito de sua autoria, Cunha traz uma agradável novidade: a beleza e a graça de Roseh Ventura, atriz que interpreta o papel da Margarida. O quadro é emoldurado pelas melhores anedotas de galpão.

A  NOVA  ADAPTAÇÃO - Na mais recente, Pai Dotô, como é chamado o Analista, assessorado por sua recepcionista Margarida (Roseh Ventura), o filho Olegário (Glauco Giese) e Castelano (Vinicius Potiguara), uma espécie de faz-tudo, recebe o público para uma terapia coletiva, onde eles - o público, são os pacientes. Pai Dotô fala do processo do riso, sua atuação no espectador que ri e no humorista que faz rir, tudo emoldurado por hilárias anedotas, que ri e no humorista que faz rir, tudo emoldurado por hilárias anedotas, quando fica sabendo por intermédio de Castelano uma noticia terrível, para um gaúcho, seu filho é gay. Diante do fato resolve ter uma conversa com Olegário, que acaba acontecendo diante do público. Para complicar as coisas, Margarida, enciumada com Pai Dotô, nome pelo qual o nosso Freud de Bombachas é tratado - irrompe pela platéia, fazendo-se passar por uma sexóloga. Ai, o riso passa a ser mesmo a melhor terapia. Com esses e outros quiprocós, os atores garantem 90 minutos de muita gargalhada, aliadas a um desfecho surpreendente.

INGRESSOS - A partir das 16 horas do domingo, a bilheteria do Auditório do Constestado já estará aberta para a venda dos ingressos antecipados. R$ 15 (antecipado) ou R$ 10 (meia entrada).

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