No Itamaraty
Há mais de dois meses morando em Brasília, o único diplomata do estado de Santa Catarina, caçadorense Flávio Pazeto, de 25 anos, fala sobre suas primeiras experiências e a dedicação que a carreira diplomata exige.

Em entrevista exclusiva nesta segunda-feira, Pazeto revela que tem se dedicado quase que integralmente para o Curso de Formação Diplomata, que ocorre nos dois primeiros anos após aprovação no concurso.
Segundo ele, o conhecimento adquirido neste primeiro período deu uma base do que a carreira demanda depois. “Neste primeiro momento, nós novatos participamos do curso. E um mestrado ‘sui generis’, podemos assim definir. Há muitas matérias, com uma carga muito superior a um mestrado normal”, fala Pazeto, ressaltando que atualmente ele cursa 12 matérias, sendo que um mestrado normal teria entre quatro e cinco cadeiras para cursar.
Porém, como ele mesmo define, estudar não é tarefa árdua para quem gosta e sabe o que realmente quer. “Há as disciplinas de línguas (inglês, francês e espanhol), as de economia (economia política e economia internacional), as de direito (direito internacional público e temas jurídicos especiais), as de política (ciência política e teoria das relações internacionais) e as de cultura geral (história, leituras brasileiras e redação)”, enumera o jovem.
“Eu ainda terei de fazer uma disciplina de língua exótica, que provavelmente será russo”. Flavio, que concluiu o ensino médio nos Estados Unidos e é engenheiro eletricista e advogado, comenta que sente prazer em estudar e morar na capital Federal. “O Instituto Rio Branco, no entanto, tem uma excelente infra-estrutura, tanto física quanto de pessoal. Há ótimos professores, boas instalações físicas e um bom salário também o que ajuda a viver bem numa cidade cara como Brasília”, brinca.
Flávio Pazeto nasceu em Caçador e morou aqui até 1998, quando foi morar e estudar em Florianópolis. Ele é filho do professor universitário Antônio Pazeto e da pedagoga Idanir Pazeto.
Aprovado no concurso de admissão à carreira diplomática (CACD) de 2007, considerado um dos mais difíceis do país, iniciou sua missão de defender os interesses internacionais do Brasil no último dia 6 de agosto.
O Concurso
O Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata é realizado em três fases. A primeira fase, chamada de Teste de Pré-Seleção, é tão-somente eliminatória. Do total de candidatos inscritos (no caso deste último concurso, foram 8.667 candidatos), apenas os 300 primeiros são aprovados. As questões dessa fase são objetivas, de múltipla escolha e de certo ou errado, e envolvem as disciplinas como Português, Inglês, História Mundial, História do Brasil e Política Internacional. Se aprovado, o candidato segue para a segunda fase, eliminatória e classificatória, cujo conteúdo é unicamente Língua Portuguesa, que é avaliada por meio de uma dissertação e duas questões discursivas de interpretação. Para ser aprovado na segunda fase, o candidato deve obter 60 de um total de 100 pontos. Depois, o candidato passa para a terceira fase, que é seguramente a mais difícil. Essa fase é realizada ao longo de três finais de semana e envolve sete provas escritas: História do Brasil, Geografia, Inglês, Política Internacional, Direito, Economia e Francês. À exceção das provas de línguas estrangeiras, cada prova consiste na realização de cinco dissertações. Para ser aprovado, o candidato deve obter um somatório total de 390 pontos, de um total de 650 disponíveis na terceira fase (60% do total).
Mudando de assunto...
As arrecadações de doces e brinquedos para o 7º Natal Esperança já começaram. Os amigos do bar do Shell passeiam pelos os bairros de Caçador dias antes do natal, vestidos de papais noéis e distribuindo os mantimentos, junto com muita alegria e carinho, às crianças. No último ano, cerca de 2 mil crianças foram contempladas. O Natal Esperança 2007 já conta com o apoio de Reunidas, bloco de carnaval Corpo Esgualepado e De Molay´s.

Falando em Natal...
Que tal fazer algo diferente, este ano, no Natal? Que tal ir a uma agência dos Correios e pegar uma das 17 milhões de cartinhas de crianças pobres e ser o Papai ou Mamãe Noel delas? Não é difícil, tampouco impossível fazer o bem. Segundo os Correios, tem criança pedindo um panetone, uma blusa de frio para a avó, um caderno. É só pegar a carta e entregar o presente numa agência do correio até dia 20 de dezembro. O próprio Correio se encarrega de fazer a entrega.