Dado que o varejo é o maior empregador do país e deve representar aproximadamente 33% do PIB de 2014, o apagão de mão de obra deveria ter impacto significativo em nosso setor. O que vemos, entretanto, é que o varejo vem apresentando crescimento muito superior ao PIB na última década. Verifica-se que o apagão de mão de obra não vem impedindo o crescimento do varejo, mas será que está a freá-lo?
O varejo costuma ser a porta de entrada de muitos jovens no mercado de trabalho e oferece algumas posições com baixo grau de exigência, podendo ser considerado um bom termômetro sobre a qualidade da formação da mão de obra brasileira. Entretanto, a qualificação exigida pelo setor possui características técnicas e comportamentais que não constam na educação formal das escolas, mas no íntimo da sociedade, no berço das famílias. Esse é o grande obstáculo para preencher as vagas disponíveis. O apagão de mão de obra não é quantitativo, mas qualitativo!
O cenário é preocupante, pois comportamento, educação e atitude são características pessoais decorrentes de uma cultura, da sociedade, da educação recebida, dos exemplos existentes. Exigem um trabalho de base com longa duração e tempo é algo que os varejistas não têm sobrando.
Tempo que se mostra ainda mais escasso em função dos altos índices de turnover. Funções como vendedor e caixa possuem níveis críticos de rotatividade em grande parte das operações varejistas e deixam empresários no dilema sobre quanto investir em treinamento.
Varejistas que investem em agregar na retenção de funcionários, encantamento dos colaboradores e a valorização individual colhem maior envolvimento dos funcionários, redução do turnover e aumento da produtividade. A equipe se torna mais coesa e comprometida, transmitindo satisfação e encantamento para o cliente e exalando os valores da marca para o mercado.
Fonte: Newsletter – FCDL-SC