Os empresários do comércio varejista terão de redobrar a atenção este ano, por conta justamente de eventos como a Copa do Mundo e as eleições. Apesar de serem dois possíveis fomentadores de vendas, os acontecimentos exigirão estratégias distintas das empresas, que para passarem pela sazonalidade dos períodos sem sustos deverão adequar estoques e investir em governança corporativa, além de buscar entender novos hábitos dos consumidores.
Assertividade e flexibilidade devem ser levadas a sério. Você não pode ter ruptura no ponto de venda (falta de produtos), mas não deve ter estoques sobrando. Para que isso aconteça, políticas de governança corporativa se fazem necessárias. "Os empresários devem fazer previsões de demanda baseada por regiões e não por produtos".
Em ano de mundial do futebol, o segmento de vendas de itens especializados é um dos mais preocupados. Boa parte dos produtos é importada, como o caso da bola oficial, a Brazuca, produzida pela Adidas. Por isso, o planejamento com antecedência, pois reposição de produtos pode ser complicado devido ao processo de importação. Em eventos esportivos se trabalha com a sorte. Se o Brasil chegar só até às quartas de final, as vendas de camisas e demais produtos param, pois o torcedor vai ficar frustrado. Se o Brasil ganhar, as camisas com cinco estrelas não serão vendidas, o consumidor vai querer a camisa do hexa.
Mesmo com todos os pontos positivos que se espera com a realização de uma Copa do Mundo em um país, a conjuntura econômica brasileira será a responsável pelo resfriamento do consumo, até o ano que vem. O crescimento médio do consumo das famílias brasileiras tem variado entre 6,9% (índice esse atingido em 2012) e de 2% a 2,5%, que é a perspectiva para 2014. No ano que vem, ele será menor ainda, estimado em 1,9%.
Fonte: Newsletter – FCDL/SC