A conjuntura econômica, com alta da inflação e do dólar, fez o comércio varejista catarinense viver, em 2013, um dos piores natais dos últimos 10 anos. O volume de vendas em relação ao ano passado caiu 2,1%, contrariando as projeções de crescimento de 2% da Federação das CDLs de Santa Catarina (FCDL SC). Na opinião do empresário Sergio Medeiros, presidente da FCDL, o poder de compra foi corroído pela inflação, o que determinou o resultado ruim.
A nível nacional o movimento de vendas a prazo no comércio brasileiro nas semanas que antecedem o Natal, subiu 2,97% em relação ao ano passado, mostrou pesquisa divulgada pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito).
O desempenho foi considerado morno por ser menor que o estimado pelos lojistas, que aguardavam crescimento de 5% no volume de vendas.
Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pelizzaro Junior o número, apesar de positivo, reflete o desaquecimento das vendas no varejo observado ao longo do ano, em virtude, principalmente, do encarecimento do crédito.
Cada vez mais o lojista deve ter cautela nas compras. Diminuir a quantidade dos itens do pedido da estação, seria o primeiro passo, ter bons fornecedores parceiros, para no caso de precisar repor estoques, ser atendido dentro de um menor prazo. Os benefícios dessa política de compras seria para os dois lados, o lojista poderia medir o fluxo de vendas de determinados produtos, evitando produtos “encalhados”, além de dividir com a fábrica a preocupação com as vendas, na ponta o consumidor se beneficiaria com mais variedades a menores preços.
O lojista deveria ter consciência que na pressa em liquidar, vendem seus produtos abaixo do preço de compra, arcando com o ônus de todas as despesas.