Nos últimos anos a criminalidade se tornou assunto recorrente nas cobranças da Federação das CDLs e CDLs ao setor público e obviamente não é algo aleatório. O varejo é a face mais sensível à violência, porque precisa manter as portas abertas, manuseia dinheiro e cheques, tem produtos expostos e com fácil acesso e atrai grande fluxo de pessoas. Quando um criminoso escolhe uma loja como alvo, põe em risco, além do patrimônio do lojista, também a vida dos seus funcionários e dos clientes.
Na periferia das maiores cidades muitos pequenos mercados e bares operam com grades nas portas durante o expediente, invertendo a lógica de quem deveria estar preso. Proprietários de restaurantes precisam gastar com seguranças e instalar câmaras no interior do estabelecimento em razão dos furtos ocorridos. Prejuízos, desemprego, aumento de despesas e, sobretudo, vidas perdidas. Ainda que os índices de violência revelem queda nas ocorrências, a sensação de insegurança só aumenta.
O assunto é uma bandeira prioritária do movimento lojista de Santa Catarina, ciente de que é um problema grave, crescente e de difícil resolução. Precisamos reformar o Código Penal, o Estatuto da Criança e do Adolescente, ter novas políticas de combate ao tráfico e uso de drogas, ao comércio ilegal de armas e outros aspectos.
O Natal, infelizmente, amplia o risco aos lojistas e aos nossos clientes. Estelionatários, batedores de carteiras, arrombadores, assaltantes – toda a espécie de criminoso tenta tirar proveito do aumento de público nas ruas e pontos de venda.
Os dirigentes lojistas persistirão exigindo das autoridades o cumprimento do dever do estado, de proteger os cidadãos e punir com rigor quem transgride a lei.
Por Sergio Alexandre Medeiros
Presidente da FCDL/SC