O varejo já começa a sentir os efeitos da desaceleração da economia, a perspectiva é que o setor enfrente dificuldades daqui para frente. Com condições mais adversas e o fim de incentivos às vendas por parte do governo, como as desonerações, do IPI para linha branca, reduzidas para incentivar a atividade econômica, as alíquotas do IPI começaram a ser recompostas em fevereiro. As alíquotas originais, no entanto, só devem voltar a valer a partir de outubro.
As vendas no varejo cresceram 1,7% em junho, na comparação anual, segundo o IBGE. A confiança do consumidor, que indica a tendência das vendas, está em queda, segundo o índice medido pela FGV. O nível de estoque na indústria também aumentou, o que deve reduzir o fôlego da geração de emprego. A alta de juros deve diminuir a oferta de crédito, dificultando as vendas em segmentos que dependem disso, e a inflação vem corroendo o poder de compra para alguns níveis da população, principalmente a baixa renda.
Com esse pano de fundo, a expectativa é que, no decorrer do ano, os bons resultados fiquem mais concentrados em segmentos dos chamados bens de primeira necessidade, voltados à saúde, alimentação e higiene, segundo o economista, Alex Agostini, da Austin Rating. Os bens de consumo duráveis devem vender menos. “Há tendência natural da população, em cenário negativo ou desacelerando, é de mudar a forma de consumir e priorizar o que é de primeira necessidade”, diz. (fonte: Newletter FCDL/SC)
“Orientamos para que enquanto perdurar essa “desaceleração da economia”, os lojistas sejam bem realistas em suas compras e procurem trabalhar com seus estoques enxutos”.
Leila Longo Romão
Diretora Distrital da FCDL