ARTE QUE RECRIA A VIDA
A arte é elevada pelo homem como elemento fundamental para a relação humana, em seu sentido mais amplo, no tocante às emoções, ao sentimento humano, ao caráter, à personalidade, à cultura e expressão do homem social. A ciência por sua vez, vai à busca do bem comunitário, das inovações, da quebra incessante de barreiras que impedem o crescimento humano. Essas duas correntes, ciência e arte, se tornam elementos biunívocos, ou seja, ligados entre si, pois o homem possui a vontade de exteriorizar todas as suas curiosidades, a fim de desenvolver métodos para criar, construir, transformar, unir, pesquisar, compreender e finalmente tentar buscar um caminho de explicação uma possível resposta a uma indagação.
O tempo é essencial para o amadurecimento das idéias dos homens. A contribuição de gênios possibilita que o homem embarque nas filosofias, num processo de criação que não pára. Personalidades importantes contribuem para o crescimento dos conceitos e das filosofias humanas, são homens iluminados que se completam. Juntos fazem à história acontecer de forma fácil, veloz, onde e quando querem.
Pela sua sensibilidade, o ator vê a vida e conhece a fundo os sentimentos humanos, exortando seu brilhantismo calcado na observação, no comportamento de uma sociedade. Isso é que faz o artista ser diferente, pois ver o mundo é fácil, mas há de se ter olhos para isso!
O tempo corre e o mundo fica sujeito a mudanças, elas ocorrem graças aos filósofos, os artistas, os sábios, que têm a função na sociedade captar o inefável e o incomensurável para transmitir ao seu público, propondo um mundo utópico onde nenhuma pergunta fica sem resposta e onde os maiores anseios do homem são atendidos.
É neste mundo que entramos. Tomamos nossos lugares. As vozes na platéia se confundem com o burburinho dos bastidores. O silêncio. As luzes se apagam e as cortinas se abrem. Um spot ilumina uma figura no centro do palco. É o ator, o personagem que, desde as tragédias gregas de Sófocles e Ésquilo, e o teatro shakespeariano do século XVI, ainda espera as cortinas se abrirem para, enfim, poder recriar a vida.