3 de outubro de 2026
Erocilda Pereira

23/07/2007

Por Erocilda Pereira

Figuras Caçadorenses

Eles sempre demonstram uma sensibilidade especial pela arte, um dom fantástico pela música, desenho, poesia, literatura, dança...  Pode ter certeza meu caro leitor, são indivíduos que desenvolvem suas habilidades com muita competência, coisa rara hoje em dia na mídia.

São seres capazes de interpretar e recriar o mundo com uma facilidade inacreditável, às vezes com ajuda de um curso para estimular a criatividade ou por si só, aquele autodidata que com um simples traço transforma uma folha de papel em vida.

Ao abrir as cortinas do teatro, ouvir os acordes de uma sinfonia, ler poemas ou ainda contemplar um belo quadro, o público é levado a um êxtase profundo.

Não falo de Picasso, nem de Fernanda Montenegro muito menos de Tom Hanks ou qualquer artista que leva em seu currículo a palavra: profissional.

Descrevo aquele artista que fica no anonimato, que fica escondido atrás de seus cavaletes, agendas e reunião de amigos. Alguns por timidez ou insegurança, guardando tudo a sete chaves – os poemas, as músicas, os desenhos os quadros...

Os artistas anônimos são aqueles que ainda não tiveram a chance de transformar seu talento em profissão, falo caro leitor dos nossos artistas amadores, são descobertos muitas vezes por mero acaso, pelas coincidências das quais a vida nos impõe ou ainda por você, naqueles passeios de domingo. São inúmeras pessoas, aqui mesmo da nossa cidade que desistem de fazer arte como seu meio de vida, pela falta de valorização da própria sociedade, ou ainda abandonam a criatividade empurrados por necessidade do ganho, deixando sua sensibilidade artística para a aposentadoria.

Há aqueles que matam um leão a cada dia para levar ao público o que de melhor sabem fazer. É muito comum nas grandes cidades ver nas ruas artistas cantando, desenhando, expondo seus quadros ou ainda teatralizando pequenas cenas. A cada geração, milhares de músicos pintores, escultores desenvolvem seus dons apenas por amor e paixão a arte.

Em Caçador encontrei dois artistas que vivem no anonimato, são os desenhistas Alisson Edgar Pletz e Franciely Pletz. Os irmãos se dedicam quando podem a arte dando preferência aos retratos. Utilizando apenas papel e lápis desenham com detalhes perfeitos a figura humana, se preocupam com a delicadeza, os efeitos da luz e a expressividade de cada fisionomia.


Alisson Edgar Pletz e Franciely Pletz

Com alguns parceiros montamos uma exposição com os desenhos desses artistas caçadorenses.

Confira no Café Angelina de segunda a sábado o talento dessa dupla talentosa.

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