Em xeque
A doação do terreno para a Guararapes, feita há vários anos pela Administração Municipal de Saulo Sperotto (PSDB), com a aprovação da Câmara Municipal, que era formada em sua maioria pela oposição, está sendo colocada em xeque pelo Ministério Público.
Em xeque 1
Depoimentos estão sendo tomados dos envolvidos, tanto da Prefeitura, como ex-secretários, quanto da Câmara. Na verdade, todos os ex-vereadores estão sendo chamados para explicar o porquê aprovaram a doação de um terreno para a Guararapes.
Em xeque 2
Alguns fatos devem ser expostos. Em primeiro lugar, se a Prefeitura não tivesse doado esse terreno, a Guararapes, certamente, teria aportado em outras “querências”, que não essa do Alto Vale do Rio do Peixe.
Além disso, não foi uma decisão unilateral: existe uma Lei Municipal, de 1986, do ex-vereador Carlinhos Pegoraro, que possibilita (pelo menos até esta doação) a administração municipal fazer a doação de terrenos como incentivo à geração de emprego e renda. Ou seja, teve o aval dos 10 vereadores, dos mais diversos partidos (PMDB, PT, PPS, DEM e PP), demonstrando não ter sido uma questão política, ao contrário, uma das poucas vezes em que a votação no Legislativo foi unânime naquela época.
Em xeque 3
Fora isso, dá para começar a analisar diretamente o investimento da Guararapes em Caçador. Além daquela mega obra, que utilizou trabalhadores caçadorenses, materiais caçadorenses, empresas caçadorenses, as vagas de emprego foram abertas e hoje, sustentam diversas famílias de pessoas que moram em Caçador.
Em xeque 4
A arrecadação em impostos também é um destaque, já que esta grana é revertida aos cofres municipais, bem como a matéria prima utilizada é caçadorense e da região. A logística de transporte é caçadorense, bem como a empresa que fornece a alimentação aos funcionários.
A instalação da Guararapes obrigou ainda o Governo do Estado a fazer investimentos em energia elétrica, com a construção de uma nova subestação, algo que há muito já era necessário para o setor produtivo local.
Em xeque 5
Se for analisar na questão dos investimentos, além destes feitos pela Celesc, a Guararapes teve recursos do BRDE e projeto aprovado no Prodec. Por este norte, o menor dos investimentos foi a doação do terreno, mas foi sim, o fator determinante para a vinda desta empresa, que gera centenas de empregos e retorno em impostos tão importantes ao município.
Em xeque 6
Depois destas considerações, algumas perguntas foram feitas por Fontes do Além que destacaram esta ação do Ministério Público, praticamente considerando que a doação do terreno não cumpriu a sua função social.
“A Guararapes não cumpriu a sua função pública, mesmo com tudo isso somado? O que deve ser feito agora, se acaso isso não ficar claro (o que parece ser impossível): devolver o terreno e expulsar a Guararapes de Caçador?”.
Estas são as duas principais indagações que merecem ser analisadas com atenção pelos envolvidos em colocar em xeque a doação deste terreno.
Que fique claro: não há defesa política nesta questão, mas sim, econômica. Isso mesmo, estas notas estão defendendo a economia caçadorense, que carece de investimentos e de empregos.
Pós-graduação
A Universidade Alto Vale do Rio do Peixe lança, nesta semana, uma nova pós-graduação em Treinamento Esportivo, Personal e Fisiologia do Exercício. O evento acontece nesta sexta-feira, 20, às 19h.
Mudança
O PSD de Calmon pode mudar de lado no apoio à majoritária ainda essa semana. O motivo seria a impugnação da candidatura de Ivone De Geroni (PDT). Os pessedistas podem passar a apoiar Elemar Koch.
Leitor
Leitor da coluna, Darci, encaminha e-mail a respeito do asfaltamento de uma rua de Caçador.
“Com referência a todas estas obras previstas, não seria o momento de agilizar o asfaltamento da Rua, Nelson Eugenio Busatto, já veiculado em outras datas. Não caiu no esquecimento? Amenizaria o problema do transito em muito naquele trecho”.
Leitor 1
Leitora do Portal Caçador Online, Cleide, encaminha comentário também tratando a respeito do asfaltamento de uma rua.
"A Rua Luiz Favarin só está sendo pavimentada graças a uma união de todos os moradores que inclusive pagaram por ela. A administração municipal ou quem quer que seja a autoridade que quer levar esse mérito não merece, os unicos que merecem mérito por isso são os moradores dela que pagaram no mínimo R$ 1.200,00 cada”.
Clique aqui e leia a coluna desta sexta-feira, 13, com os impugnados pelo Ministério Público.