Aeroporto
Vereador Antonio Rubiano Schmitz (PP) levantou a questão do aeroporto de Caçador na sessão desta segunda da Câmara Municipal. Segundo ele, o local está com sérios problemas há um ano e nada mais foi comentado pelas autoridades a respeito.
Rubiano salientou ainda que havia um compromisso do secretário da Infraestrutura, Valdir Cobalchini (PMDB), em viabilizar os recursos para a construção da estação de passageiros e que isso chegou até a ser anunciado como certo no final do ano passado. Entretanto, até agora, as coisas não aconteceram.
“O aeroporto é sim, parte do desenvolvimento de Caçador e somente fala o contrário, quem não conhece a sua utilidade e a sua importância para o município”, assinalou o vereador.
Aeroporto 1
Contrariando as informações de Rubiano, o vereador peemedebista Alcedir Ferlin destacou que a obra do terminal de passageiros é o único problema no aeroporto de Caçador. Ele justificou ainda que, assim que a administração Imar Rocha (PMDB) assumiu a Prefeitura, a obra foi paralisada pela empresa responsável que não conseguiu mais cumprir os trabalhos.
“O Município não tem condições de fazer aquela obra e por isso, foi solicitado apoio ao Cobalchini, que conseguiu firmar um convênio federal para este fim, inclusive com os recursos já alocados”, afirmou Lilo.
Aeroporto 2
Além disso, segundo Lilo, o aeroporto não está abandonado. “Temos um custo mensal de R$ 30 mil e são poucos os passageiros de Caçador que utilizam aquele local. Na sua maioria, são os empresários, mas podemos garantir que tudo está perfeito, desde a iluminação até a pista de circulação. Aliás, não vamos desmanchar aquilo, até porque não é o nosso interesse”, completou Lilo.
Aeroporto 3
Rubiano rebateu mais uma vez e salientou que fará uma visita ao aeroporto para analisar a real situação. Após isso, vai formalizar um requerimento para que os vereadores possam tomar ciência em que pé está a vinda dos recursos que, segundo Lilo, já foram alocados para a obra.
Tamanduá
A Linha Tamanduá está há muito abandonada pelo poder público de Caçador e recebe apoio incondicional da Prefeitura de Macieira. Há mais de 9 meses, os moradores estão buscando o desmembramento daquela comunidade e a junção com o município vizinho.
Esta decisão tem que partir da Assembleia Legislativa, mas é preciso que os municípios interessados se manifestem. Autoridades de Macieira já fizeram a sua parte e agora, as de Caçador começaram também. Moção foi apresentada pelo vereador Rubiano na sessão desta terça-feira, 15, mas foi retirada da votação para que uma audiência pública ouça as partes envolvidas.
Tamanduá 1
O movimento econômico daquela comunidade seria, segundo o vereador Carlos Evandro Luz (PMDB) cerca de um terço do que arrecada Macieira. Mas, como existe um abandono por parte de Caçador, a iniciativa dos moradores nada teria a ver com esta situação e sim, com o descontentamento em não obter os seus pleitos junto ao Executivo caçadorense.
Tamanduá 2
Para Caçador, as perdas seriam grandes, mas sem comparação com os ganhos dos moradores e do próprio município de Macieira. Agora, a questão deverá se desenrolar em, no máximo, 60 dias.
“Porque ter aquela localidade agregada ao nosso município? Apenas para contar no movimento econômico e não dar condições aos moradores”, indagou Rubiano.
“Este tema merece uma análise mais aprofundada e é isso que sugerimos com a realização da audiência pública”, afirmou o vereador Carlão.
Audiência
A Câmara realizou audiência pública nesta terça-feira, para a apresentação da Lei de Diretrizes Orçamentárias para o próximo ano. Diversos acadêmicos da UNIARP estavam presentes, além de lideranças comunitárias.
Mas, a maior parte de quem compareceu saiu um tanto quanto indignada da Câmara dada a maneira como a apresentação foi realizada.
Audiência 1
Várias perguntas ficaram sem respostas por parte dos representantes do Executivo, além de algumas expressões como: “Vocês deveriam estudar antes de vir aqui na Câmara para assistir uma sessão destas” ou “as pessoas nunca aparecem nas sessões e por isso, não nos preparamos para uma apresentação mais detalhada”, que deixaram todos bem indignados.
Audiência 2
O secretário de Administração, Carlos Ribeiro, salientou ainda que “vocês não serão os primeiros e nem os últimos a ficar sem entender esta apresentação, já que eu mesmo, quando vim com meus alunos, não tive as explicações necessárias aqui”.
Ora, a maior reclamação, até mesmo, muitas vezes feita por esta coluna, é a falta de participação popular nas audiências públicas realizadas pela Câmara, para discutir orçamento ou mesmo, para a apresentação dos gastos anuais.
Agora, quando a comunidade, que não tem a obrigação de entender a fundo daqueles dados, resolve comparecer e indagar a respeito do que estava sendo apresentado, ouve respostas como estas.
No caso, mesmo que nunca ninguém vá às audiências, é preciso que o grupo que vai apresentar os dados esteja preparado para as duas situações: tanto de demonstrar, de forma esmiuçada, quanto de fazer mais resumidamente.
Audiência 3
Só tem um detalhe que os responsáveis não lembraram: as sessões da Câmara são transmitidas através da internet e, no caso, é possível que pessoas leigas estejam em suas casas assistindo e querendo que o que está sendo apresentado seja de maneira clara. Ou é muito difícil de fazer isso?