3 de outubro de 2026
Rafael Seidel

07/03/2012

Por Rafael Seidel

Saúde
A maior notícia da audiência pública da saúde, realizada pela Câmara Municipal, foi de que o Pronto Atendimento ficará aberto durante 24 horas. Isso deve acontecer a partir do dia 15 deste mês. Toda a equipe e estrutura já estariam definidas para que esta mudança aconteça.

Saúde 1
Na verdade, no evento, o que se viu e muito foram pessoas “armadas” de ambos os lados fazendo mais acusações do que procuraram soluções. No meio, ficaram alguns dos vereadores que participaram do evento. Exceção para o pastor Vilso Soares dos Santos (PDT), que mais uma vez, apenas acusou e apresentou os problemas, mas em nenhum momento deu ideias para solucionar a questão.

Saúde 2
Aliás, foi o próprio pastor que solicitou a realização da audiência pública. Mais uma vez, ele apenas pediu cópias de documentos para averiguar a situação. No caso, acredito que isso deveria ter sido feito antes da audiência, para então chegar ali com os dados já prontos.

Saúde 3
Buscando soluções, a presidente da Câmara, Sirley Ceccatto, afirmou que as prioridades da saúde de Caçador serão apresentadas ao governador Raimundo Colombo ainda neste mês, nos dias 26 e 27.

Saúde 4
E a promessa do governador Raimundo Colombo, de que, assim que eleito, iria trabalhar para a instalação de outro hospital em Caçador foi cobrada na audiência pelo vereador Carlos Evandro Luz.

Saúde 5
Desta vez, a secretária de Saúde, Dinamar Gomes, e a gerente da pasta da SDR, Tarciana Munaretto, também estiveram presentes, diferente da sessão onde o Maicé e entidades ligadas à saúde fizeram uso da palavra.

Saúde 6
Outro detalhe da audiência é que o plenário estava lotado. Fazia tempo que a participação popular não era tanta.

Saúde 7
Secretário Regional, Gilberto Amaro Comazzetto também esteve presente.

Saúde 8
Um hospital regional, novo, não seria a solução para o problema da saúde. O que se tirou da audiência pública é que uma clínica de especialidades, local, poderia resolver a questão. Darei os devidos méritos para o ex-prefeito Saulo Sperotto, que teve essa ideia em seu mandato e já estava em busca de recursos para isso.

Saúde 9
Agora, que há problemas no atendimento, isso todos devem concordar. O seu Elmar Pereira, conhecido líder comunitário do Alto Bonito, se emocionou ao, em seu depoimento, mostrar a certidão de óbito da esposa, que teve alta no Maicé mesmo ainda estando debilitada. Morreu dias depois.

Saúde 10
Mesmo o Maicé se defendendo que faz a sua parte, situações como esta não devem acontecer. De quem seria a responsabilidade, neste caso? Do hospital? Do médico que atendeu? Da Prefeitura? Do Estado? Do SUS? Acredito que pouco interessa, o que mais deve ser analisado é que uma vida foi perdida talvez por negligência.

Saúde 11
A condução da audiência ficou por conta do vereador Marcos da Silva Creminácio, presidente da Comissão de Saúde da Câmara. Soube, de forma serena, manter a ordem dos trabalhos.

Melhorias
Os vereadores Sirley Ceccatto e Jorge Savi apresentaram na sessão desta segunda-feira, 5, duas indicações voltadas à área da Infraestrutura.

A primeira foi voltada à melhoria no sistema de canalização de águas pluviais, bem como o patrolamento e cascalhamento, da Rua Bela Vista, no Bairro Santa Catarina.

Já na segunda indicação, os vereadores solicitaram a  restauração através de pavimentação ou equivalente, nos buracos da Rua Florianópolis, no Bairro dos Municípios.

Melhorias 1
Na mesma sessão, o vereador Itacir João Fiorese apresentou outras duas indicações. Fically solicitou que se determine à Secretaria de Infraestrutura, para que esta proceda, emergencialmente, a implantação do sistema de canalização de águas pluviais, bem como, o patrolamento, cascalhamento ou equivalente, em ruas do Bairro Bello.

Por fim, solicitou a implantação de uma lombada na Av. Eng. Lourenço Faoro, mais precisamente, entre as empresas Brasauto e Corfio.

Estória
Numa cidadezinha do interior do Paraguai, a venda de bolachas não estava das melhores. Mas, os únicos vendedores eram dois senhores, já de idade, que ganhavam uma gorda comissão todo mês. Os filhos de um outro morador, que havia recém-falecido, resolveram que não poderiam deixar a cidade padecer por causa do enfraquecimento das vendas das bolachas.

Tomaram ônibus para cidades distintas do Paraguai e foram estudar na área de vendas. Um foi para uma localidade mais ao sul e o outro, para uma capital, ao norte.

Se formaram, se destacaram nas suas cidades e resolveram voltar para auxiliar na venda das bolachas. O problema é que os dois senhores, gananciosos e estúpidos, passaram a minar o caminho dos dois jovens, usando de táticas ardilosas e ameaças até mesmo de deixar a cidade, caso fosse dado apoio aos mais novos.

O resultado foi que eles acabaram ficando de fora da venda das bolachas, mas conseguiram, de própria iniciativa, vender outros tipos de biscoitos, que começaram a ser preferidos pela população. As últimas notícias constam que os dois jovens ainda não foram admitidos para a venda das bolachas, mas uma imensa crise no setor está abatendo a cidade, por erros nas receitas dos dois senhores e pessoas sendo gravemente prejudicadas.

Esta é uma estória. Qualquer fato parecido aqui em Caçador, mesmo que em outra área também problemática, é mera coincidência.

Rafael Seidel

Sobre a coluna

Rafael Seidel

Coluna Rafael Seidel

Mais colunas