3 de outubro de 2026
Amor & Sexo

17/02/2012

Por Lidiane Cattani

O amor é o que nos move

“Boa tarde Lidiane. Leio todas as suas colunas e me identifiquei com uma delas, foi a de uma empresária contando a rotina de seu casamento, no qual eu me vi com o mesmo problema. Sou casado há seis anos com uma mulher linda em todos os sentidos, corpo, cabelo, seios, simpática e amável, mas no segundo ano de casamento as coisas foram esfriando. Ela já não era mais a mesma, aquela fogosa de quando nos conhecemos. Hoje estou com 35 anos e ela com 26 anos, sou um homem ativo, dou muito valor ao sexo com qualidade e não sou adepto das "rapidinhas". Lidei com o desinteresse dela até o quarto ano de casamento, quando conheci uma outra pessoa, também casada. Nos conhecemos, começamos a sair juntos e é uma loucura toda vez que vamos pra cama. Passamos horas e horas fazendo amor. Tenho minha consciência pesada por isso, amo minha mulher, não consigo gostar de outra e sinto que se não a trai-se eu já havia me separado. Nestes dois últimos anos, além dessa moça casada, já tive outros envolvimentos que foram prazerosos, todos com mulheres comprometidas e com o mesmo problema, a rotina do casamento que não muda. Lidi, será que estou errado procurando manter meu casamento desta forma? Acordo com a consciência pesada mas, não durmo com tesão.” Gaetano - Centro

“Oi Gaetano. Hoje consegui tirar uma tarde para responder meus leitores. Amigo, primeiramente obrigada pelo e-mail e pela confiança depositada em meu trabalho. Mas agora vamos ao que interessa. Gaetano, amigo, conheço vários relacionamentos semelhantes ao seu. Eu lhe pergunto: Por que os casais deixam a relação chegar a esse ponto? Por que ao invés de buscar satisfação fora de casa, tanto o homem, quanto a mulher, não procura fazer o serviço direitinho dentro de casa? Não tem aquela frase que diz: "Quem tem boca vai a roma." Pois bem, por que não se discutir a relação? Por que não falar, as claras, o que não está lhe agradando?
O que mais ouço e o que mais leio por aqui são relatos de pessoas frustradas, que reclamam o tempo todo dos seus parceiros, mas que não falam diretamente com quem teria a solução para resolver esses problemas, QUE É o seu parceiro e sua parceira.

Querido, acredito que a partir do momento que os casais conversarem mais, exporem mais seus anseios a quem realmente interessa, acho que as pessoas seriam mais FELIZES, porque o que todos nós buscamos diariamente é a FELICIDADE. E, tenho certeza absoluta, que a felicidade está no AMOR, QUANDO VOCÊ ESTÁ TRANQÜILO NO AMOR, TEM PAZ PARA TUDO, tem disposição para fazer qualquer coisa, a felicidade irradia, está estampada na cara.

Gaetano, o casamento é a união de duas pessoas, portanto, cada uma tem que fazer a sua parte, caso contrário morro na praia mesmo. Não a "bonitesa" que mantenha a relação. (srsrsr)

DIÁLOGO - essa é a palavra. Conversem amigo. Chame sua esposa para conversar e abra o jogo, CLARO, só não conte que está ciscando em outros terreiros, porque pode não gostar de ouvir que também está sendo traído. (srsrsr) Você já pensou nisso? Sua esposa também pode estar insatisfeita com o seu papel de marido, e também pode ter tomado a iniciativa de dar suas "puladinhas" de cerca para satisfazer suas necessidades fisiológicas. (srsrsrsr) Quem sabe ela também viu nessa opção a maneira perfeita de salvar o casamento de vocês. Senão, de repente, ela já teria pedido a separação. (srsrssr) É isso mesmo amigo, quando você pensa que está indo, de repente, ela pode já estar voltando. (srsrsrs)

MAS vamos lá Gaetano, quero salvar seu casamento ou, pelo menos, tentar (rsrs) MAS, vê se faz sua parte aí, viu! (srsrs)
Amigo, anote aí o que eu faria em seu lugar:

1 - Primeiramente levaria ela para jantar e resgataria as ‘saidinhas’ do início do relacionamento de vocês. Ah! Chegue em casa com flores. Mulheres adoram receber flores;

2 - No jantar, nada de falar de problemas de trabalho, da família, dos filhos. Se não sabe sobre o que falar - relembrar momentos da vida de vocês é sempre bom!

3 - Como posso imaginar, há um bom tempo, ela tem te "dado" por obrigação. Não é mesmo, senhor fogoso? srsrsrs (Não que isso não seja bom - é ótimo - homem cheio de gás é TUDO - mas acho que ao invés de ficar dando assistência fora de casa – deveria, PRIMEIRO, fazer direitinho o serviço dentro dela). PORTANTO amigo, todo cheio de amor pra dar, leve sua esposa para um motel e daí mostra a que veio;

4 - Agora chegou a hora. Não pense que é pra dormir, chegou à hora de vocês abrirem o jogo. Papel e caneta na mão comecem a conversar e anotar tudo o que está bom e o que não está bom na relação. E depois, é claro, sugestões do que os dois vão começar a fazer para não deixar o fogo da paixão apagar NUNCA MAIS;

Amigo, depois dessa NOITADA, se vocês não encontrarem uma solução, então se separem e vão encontrar novos parceiros que realmente os façam FELIZES. Porque, meu filho, o único motivo que faz duas pessoas ficarem juntas é a FELICIDADE. E se nenhum, nem outro está FELIZ, então é melhor ficar sozinho. E daí sim, ficar ciscando ora num terreiro, ora noutro.
AS PESSOAS têm mania de ficar vivendo junto por aparência, por não querer dividir bens ou por sei lá quais motivos. Que se F... as aparências, os bens, os motivos. A única obrigação que temos é de ser FELIZ. Amigo, a vida é muito curta para estar sendo vivida pela metade.

Eu amigo, QUANDO AMO, AMO e falo para quem quiser ouvir. SOU uma mulher MOVIDA pelo AMOR, não tenho vergonha de admitir que AMO. Se eu puder VIVER FELIZ com a pessoa que AMO, ótimo, MAS se NÃO, (mesmo com o coração partido) procuro ser FELIZ do mesmo JEITO, porque amanhã e, até mesmo daqui a pouquinho, eu posso não estar mais aqui. Por isso RAPAZ, sossega o facho e vê se faz a sua esposa FELIZ, porque daqui a pouco você pode estar sem ela. Pense nisso!
 
Com carinho,
Lidiane Cattani Rabello

Lidiane Cattani

Sobre a coluna

Lidiane Cattani

Coluna Amor & Sexo

Depois de conversas e conselhos sobre relacionamentos amorosos à amigas, Lidiane passou a publicar essas histórias e opiniões. Os artigos deram tão certo que já são três anos desse trabalho. A participação do leitor e as pautas sobre o assunto são muitas, o que garante boas histórias. A popularidade da coluna se justifica pelo fato dos leitores se identificarem com as situações e pela forma descontraída como a autora conduz as respostas. A maioria dos artigos são apimentados, o que aguça a curiosidade do leitor.

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