Granizo
O ano era 1998. Havia alguns anos que vendavais e granizo não atingiam a cidade de Caçador com tanta intensidade. Passava um pouco das 19h30 de um dia qualquer de outubro quando aquela escuridão começou a se formar. As comunicações e a tecnologia da época eram bem menos eficientes do que hoje e os alertas acabaram nem chegando aos moradores.
Em pouco tempo, a nuvem negra se intensificou ainda mais e, a partir dali, chuva, granizo e vento começaram a causar o que foi a maior destruição pela natureza que Caçador já viu.
Foram 20 minutos. O gelo que se acumulou nas ruas da cidade tampou bueiros e se acumulou em cima do asfalto e do calçamento. Fios estavam no chão, pois arrebentaram quando árvores caíram. Casas ficaram destruídas, sem telhados e com os vidros quebrados.
Carros tiveram, igualmente, vidros quebrados e ficaram completamente amassados com a força das pedras que caíram.
O ano era 1998 e Caçador não tinha o sistema antigranizo. E tudo isso foi causado por uma intensa chuva de granizo.
Granizo 1
Resolvi relembrar deste fato para entrar na questão do funcionamento ou não do sistema antigranizo. O que aconteceu na comunidade da Linha São Francisco nesta sexta-feira foi pequeno em comparação com locais onde não existe este sistema de proteção.
As pedras que caíram foram sim, derretidas com o Nitrato e Iodeto de prata, queimados horas antes pelos produtores. Entretanto, mesmo com a rede funcionando, não vai evitar completamente a precipitação de granizo em alguns locais. Assim como não evitou de cair lá naquela comunidade e, alguns dias antes, na comunidade de São Pedro.
Granizo 2
Para que se resolvesse a situação de uma vez teria que ampliar o sistema, que hoje é mantido pela Prefeitura, contando com a parceria de alguns agricultores. Além disso, os municípios da região precisariam igualmente, investir no sistema, para que se protegesse de uma maneira mais ampla. Macieira, Rio das Antas e Calmon fazem divisa com Caçador. E nestas divisas é preciso ter proteção. Enquanto isso não acontecer, prejuízos serão contabilizados.
Granizo 3
Como explicou o coordenador da Defesa Civil, Sérgio Bisotto, se não tivesse o antigranizo, os danos causados seriam enormes e as pedras do granizo bem maiores do que as que caíram.
Granizo 4
Mas, parece que isso poderá ser resolvido com um encontro entre os prefeitos na próxima semana, em Lebon Régis.
Mais obras
O chefe da agência da Casan de Caçador, Rodrigo Junior Crepaldi, escreve novamente para a coluna para tratar acerca de obras e melhorias que a empresa está realizando no município.
“Aproveito a oportunidade para informar que hoje terça-feira, também está havendo falta de água em diversos pontos da cidade devido hoje termos substituído o registro do filtro nº 2 da ETA, estes registros são desde a época da construção da ETA há aproximadamente 37 anos atrás, estavam deteriorados pelo tempo, sendo que os mesmos não fecham mais direito, o que faz com que tenhamos perda de água.
Estamos fazendo este serviço de substituição na terça-feira, devido ser um dia mais tranquilo, a substituição consistiu em retirada do antigo, como ele estava chumbado no concreto teve que ser cortado em pedaços com um maçarico e uma serra elétrica, após foi colocado o novo no lugar e chumbado, onde ficará até a quarta-feira de manhã inutilizável para secagem do concreto, quando o filtro voltará em operação normalmente.
Os outros dois registros serão substituídos nas próximas duas terças-feiras. Hoje também o Bairro Nossa Senhora Salete começou a receber água do reservatório novo na saída para Calmon, nos próximos dias o Bairro Gioppo também começará a receber água deste reservatório, falta alguns acertos com relação ao terreno onde passará a rede nova que interligará a rede existente no bairro, que o proprietário do terreno não está querendo ceder a passagem da tubulação, assim que resolvido este detalhe, começaremos abastecer o Bairro Gioppo através do reservatório novo”.