Na contramão
Repercutiram e muito notas publicadas aqui neste espaço a respeito do projeto da Prefeitura aprovado pela maioria dos vereadores que passa a exigir, em vez do ensino fundamental completo, apenas a alfabetização para os mais diversos cargos no Município.
Ainda existe uma chance de se voltar atrás e tentar reverter a imagem negativa que ficou para a Câmara e Prefeitura perante a comunidade caçadorense. O projeto deve ter a segunda votação nesta segunda-feira, após a apreciação do Orçamento para o próximo ano.
Na contramão 1
Votaram contrários ao projeto os vereadores Rubiano Schmitz (PP) e Jorge Savi (PSD). A presidente, Sirley Ceccatto (PSD), não vota.
Na contramão 2
Declaração do vereador Alcedir Ferlin (PMDB) tentando justificar o injustificável indignou lideranças caçadorenses. Lilo destacou que a Prefeitura estava buscando dar emprego para aquelas pessoas que não conseguem trabalhar na indústria.
Na contramão 3
Presidente da Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP) e vice-presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, afirmou que, bem ao contrário do que afirmou o vereador Lilo, a indústria faz a sua parte. “Nós damos educação para jovens e adultos de forma gratuita e só não estuda quem não quer. Temos o SESI, SENAI e as empresas incentivam as pessoas a estudar, sendo que algumas disponibilizam até premiações para quem conclui os seus cursos”, disse, salientando que todos estão sim, em prol da educação.
“Temos que incentivar as pessoas que não tiveram oportunidades de estudar. Por que a Prefeitura e a Câmara não se empenham em um projeto neste sentido em vez de desestimularem com uma lei como esta?”.
“Enquanto as instituições estão incentivando as pessoas a estudar, chega uma lei como esta para ser totalmente contrária”, completou Seleme.
Na contramão 4
Uma comparação interessante que foi feita ainda por Seleme é que, se acaso a indústria não contratar pessoas que fumam, a Prefeitura vai então fazer uma lei para isso?
Na contramão 5
Já o presidente da Associação Empresarial de Caçador, Auri Baú, fez um discurso na formatura do Aplicação, na semana passada, tratando a respeito do mesmo assunto.
“Quero também, como representante da Uniarp e em nome da ACIC, entidade da qual hoje sou presidente, lamentar que, enquanto aqui se celebra a conquista do conhecimento, a valorização do saber e da formação. O Legislativo de nossa cidade aprovou em 1º votação, e com o voto da maioria dos vereadores, projeto que deixa de exigir como mínimo o estudo fundamental para diversos cargos e passa a aceitar somente que se saiba escrever ou desenhar o nome, sob o argumento de que o poder público dará oportunidade aos que não estudaram, porque as empresas já não os aceitam mais”, disse.
“Desta forma acaba-se por estimular que as pessoas não busquem qualificação e isso quem sabe ajude a explicar porque tantas instituições em nossa cidade têm oferecido oportunidades de qualificação, muitas delas gratuitas e não tem encontrado público interessado. Assim, mais uma vez Caçador, como acontece em todo o Brasil corre o risco de ter um setor público cada vez mais despreparado e ineficiente e que tenta justificar a falta de qualificação com ações que estimulam ainda mais uma desvalorização do saber”, completou Auri.
“Falo isso aqui, numa cerimônia de formatura porque precisamos valorizar quem se empenha, quem evolui, quem estuda”, afirmou o presidente.
Na contramão 6
Que a Prefeitura está indo na contramão do que se prega atualmente, isso é fato e todos estão contrários a isso. O Poder público precisa se preocupar em buscar, juntamente com as entidades, qualificar cada vez mais a mão de obra e não fazer o que está fazendo. Não sou apenas eu que penso assim, mas várias outras pessoas, lideranças, que estão mesmo indignados com a forma encontrada, quem sabe, para incluir, em carguinhos, apadrinhados políticos.
Na contramão 7
Mais uma vez digo o seguinte: Se a pessoa quer trabalhar em um cargo onde se exige um mínimo de escolaridade, que vá estudar, se qualificar.
Na contramão 8
Enquanto a Prefeitura diminui a exigência de escolaridade, o Governo do Estado está buscando implantar o ensino integral. Aliás, o vereador Marcos Creminácio (PT) exaltou esta atitude, mas votou favorável ao projeto que diminui a exigência da escolaridade , “constrangido”, segundo ele. No mínimo estranho.
Na mão certa
O Sistema FIESC inaugurou, na sexta-feira, 16, quatro unidades do Programa SENAI Móvel, para o setor da construção civil. As unidades percorrerão os municípios catarinenses para fornecer cursos na área da construção civil, atendendo as comunidades em parceria com prefeituras, sindicatos ou empresas.
"O setor de construção civil vem crescendo muito em SC e já representa 5% do Produto Interno Bruto (PIB), com mais de 95 mil funcionários", salienta o presidente do Sistema FIESC, Glauco José Côrte. "O esforço é para aperfeiçoar os trabalhadores do setor, que está utilizando equipamentos mais sofisticados e precisa contar com trabalhadores qualificados", destaca.
O diretor regional do SENAI de Santa Catarina, Sérgio Roberto Arruda, lembra que o Programa é resultado de investimento de R$ 3,5 milhões, feito em parceria com o Departamento Nacional da instituição, e que contempla a implantação de outras quatro unidades fixas. "A ideia é atender as localidades menores, onde não existem unidades fixas. Com esse que é o grande programa do atendimento da construção civil, há possibilidade de ampliar para mais sete mil vagas de treinamento por ano".
As unidades móveis oferecerão cursos de qualificação e aperfeiçoamento de pedreiros, pintores, instaladores hidráulicos, eletricistas, carpinteiros de forma, armadores de ferragem, assentadores de cerâmica, projetistas e mestre de obras (gestores). Para atender cada curso, as unidades são transformadas em laboratórios diferentes.
Cada unidade tem capacidade para atender 24 alunos. O atendimento será feito a partir de convênios com empresas, sindicatos ou prefeituras. A estimativa é que cada unidade permaneça de três a quatro meses em cada localidade e preste mais de 160 horas mensais de treinamentos. Elas poderão ser instaladas em ambientes públicos ou nos canteiros de obras.
Na mão certa 1
Acredito que em Caçador o apoio a este projeto vai ter que partir mesmo dos sindicatos e empresas.
E-mail
Leitora da coluna encaminha e-mail a respeito da fiscalização de som alto em Caçador.
“Acho louvável a atitude dos vereadores, dos quais não recordo o nome, que fizeram indicações quanto à presença da Polícia Militar em frente a Uniarp devido a constante passagem de carros com som altíssimo em frente a instituição de ensino. Porém, gostaria que os mesmos vereadores atentassem para uma questão um tanto quanto grave: em frente a escola Tabajara há um bar que mantém o som no último volume, em todos os turnos. Salvo engano há uma lei municipal que considera as áreas escolares, como áreas de silêncio. Quem fiscaliza? Quem toma providências?”
O e-mail é assinado não por uma Fonte do Além, mas sim, do Aquém-do-Além.
E-mail 1
O detalhe citado pela leitora ainda é que, em alguns outros municípios, existem leis que proíbem a venda de bebidas alcoólicas nas proximidades de instituições escolares. “Adianta ter tanta campanha contra drogas se as crianças saem do portão da escola e dão de cara com BAR e propaganda de cerveja? O trabalho do Proerd fica meio sem retorno da sociedade”, completa a leitora.