Ou tudo, ou nada!
“Oi amiga! Conheço você há mais de 10 anos. E desde o começo admiro seu trabalho. Até já sonhei em ser uma das suas modelos. Admiro sua dedicação, sua persistência, sua teimosia. Sim, porque é preciso teimar para conseguir algo na vida e você é teimosa, amiga. Srsrs. Os fracos desistem no primeiro obstáculo, mas você não. Tu é guerreira e mais, vencedora. Tiro o meu chapéu pra ti. Tomará que, um dia, eu tenha uma filha como você. Sua mãe deve ter muito orgulho de ti. Lidi querida, a gente sempre se vê por aí, mas nunca tive coragem de chegar falar contigo sobre esse assunto, por isso resolvi te escrever. O negócio é o seguinte: O homem por quem sou apaixonada não me leva a sério. Bom, eu tenho 25 anos e ele 29. Namoramos durante seis meses, faz um ano que terminamos. Nos falávamos todos os dias e sempre que dava estávamos juntos, mas era sempre eu que tinha que ir até ele, porque nunca podia sair de casa por causa do filho. A criança estava sempre em primeiro lugar. Ele é um homem super responsável, trabalhador, mora sozinho com o filho. Sua mãe, que mora perto de sua casa, ajuda na criação, mas é ele o responsável. Isso até não me incomodava, mas com o passar do tempo fui cansando. Eu tinha o tempo todo que estar concorrendo com o filho e essa competição é muito desleal.

Lidi, na verdade, eu sinto que ele gosta de mim, mas não sabe o que quer. Faz três meses que está namorando uma outra moça, acho que está com ela só para me provocar, porque se gostasse realmente dela não andava a solta com os amigos. Sim, porque agora, quase todos os finais de semana está nas festas sozinho. Até ficamos juntos algumas vezes, mas sempre às escondidas. Ele vem dormir aqui em casa e depois vai embora com a maior frieza. Nos dias seguintes nem lembra que eu existo. Isso não seria problema se eu não o amasse, mas o problema é que eu o amo muito, mas estou me sentindo usada. Sinto que agora ele só me quer para quatro paredes. E eu por gostar dele acabo aceitando essa condição. E o pior, deixo de conhecer outros rapazes, porque tenho esperança de voltar a ter algo sério com ele. Já se passaram 12 meses e ele continua aparecendo quando quer. E, todas às vezes, o recebo de braços abertos. Sei que ele sai com outras mulheres, além de sua atual namorada. Sei que anda se comportando como um tremendo cafajeste, mas infelizmente eu o amo. Eu queria conhecer um outro rapaz e esquecê-lo, mas não me dou essa oportunidade. Ai Lidi, o que faço? Bruna – bairro Sorgatto
Amiga, comigo é: ou TUDO ou NADA. Não aceito ser a outra. Não sou mulher SÓ para quatro paredes. Se for assim, então prefiro ficar SOZINHA, chupando o dedo. Eu sei o que é gostar, amar e ser desprezada. Mas, amiga, não podemos obrigar ninguém a gostar da gente, a estar com a gente.
Bruna, homem é assim, dificilmente vai recusar sair com uma mulher que está se oferecendo, que está disponível. Não os critique, é da natureza do homem este instinto animal. Como a maioria deles diz: caiu da rede é peixe. Traçam todas. Não desperdiçam nada.
A mulher por sua vez já é mais seletiva. A maioria não sai por sair. Não sai com o primeiro que aparece. Claro que hoje em dia mudou bastante. MAS conheço e converso com muitas mulheres que são exigentes e que se dão o respeito. Não saem por aí ‘dando’ a torta e direita.
MAS amiga, o que eu tenho pra te dizer é o seguinte: Esse cara está se achando muito. Menina, se pra ele a fila anda, pra você também. Tu é novinha, tem muito ainda que viver. Larga a mão desse cara. Sabe amiga, quem muito quer, daqui a pouco está sozinho, jogado as traças. Se valoriza, eu te conheço, tu é uma menina linda, gente fina, já tem sua profissão, para que ficar sofrendo por quem não te merece.
Comece a olhar para os lados. Menina, tenho certeza que tem muitos rapazes querendo te namorar, querendo te levar a sério. Eu te pergunto: pra que teimar com um cara mané como esse? Sim, porque ele realmente é um mané. Quando é que vai encontrar uma moça como você? Bem difícil. Amiga, quem vai perder nessa história vai ser ele, não você. Pense nisso e, bola pra frente!
Com carinho,
Lidiane Cattani Rabello - jornalista