3 de outubro de 2026
70 anos de casamento

De quanto tempo se precisa para conquistar a felicidade?

Por Divulgação

De quanto tempo se precisa para conquistar a felicidade?

De acordo com o casal Olga e José Agusti, não muito tempo. Eles apenas destacam o “detalhe” que não é a conquista da felicidade que leva tempo, ou demanda tenacidade, mas sim, o mérito em mantê-la consigo em seu derredor. Por isso ressaltam, principalmente pelo exemplo, que a felicidade não é conquistada, mas sim construída!

Essa construção da felicidade da família Agusti, a qual dona Olga é a arquiteta e seu José o engenheiro, já dura 70 (setenta) anos, pelo menos. Um longo período ao nosso pequeno entendimento, mas um tempo que passa “voando”, de acordo com o casal. Sim, exatamente na data de 13 de fevereiro de 2.013 é completado pelo casal 70 (setenta) (!) anos de união matrimonial. Um feito e tanto, além de exemplo para a sociedade moderna, seja pela avançada idade de cada um deles (94 (noventa e quatro), seja pelo admirável tempo de convívio mútuo em matrimônio.

A atual sociedade moderna é líquida na qual tudo vem e vai de maneira muito rápida, os relacionamentos são efêmeros, e, portanto, não há como não se admirar e não se emocionar positivamente, quando um casal completa um feito como esses, as Bodas de Vinho!

Descrever a história deste casal em breves linhas é, deveras, uma tentativa que pode se revelar frustrante, afinal é tentar resumir uma história cheia de acontecimentos e que se iniciou antes mesmo do final da Segunda Guerra Mundial! Todavia, a intenção se mostra muito mais um tentame de se render justa homenagem do que simplesmente fazer um resgate histórico.

No dia 13 de fevereiro de 1.943, subiam ao altar da antiga Igreja Matriz, em Caçador SC, Olga Turatti e José Agusti.  Olga Nasceu em Roca Sales, Rio Grande do Sul, no dia 17 de julho de 1.918, filha de Attene Giongo e Fernando Turatti. Veio para Caçador com 17 (dezessete) anos de idade, em 1.935, juntamente com a família de seus pais. Foram fixar residência na Linha Cará, nas terras da família Sorgatto, onde trabalhavam na lavoura.

José Agusti nasceu em Guaporé, também no Rio Grande do Sul, no dia 27 de janeiro de 1.919, filho de Dina Caramori e Segisfredo Agusti. Seu José e alguns familiares vieram para Caçador em 1.937, ele com 18 (dezoito) anos e também com fixação de residência na Linha Cará. Inicialmente trabalhou na serraria da família Pelizzaro e mais tarde em outra serraria, a do Pegoraro. Em 1.938, juntamente com seu irmão Lázaro Agusti, construíram uma das obras marco da comunidade do Cará, a primeira escola de ensino regular.

Em 1.943, quando do casamento, Olga e José fixaram residência às margens do Rio Jacutinga, na mesma Linha Cará, local onde até hoje residem. Por mais 6 (seis) anos José trabalhou na serraria e em 1.949 iniciaria nova jornada, e que seria marca indelével da família, o cultivo da terra. A partir de então toda a família passou a dedicar-se com esmero para com a agricultura de vários cultivares, entre eles: uva, milho, trigo e feijão.

Além disso, participavam ativamente da vida comunitária, como integrantes organizadores de festejos, bem como da comissão executiva da Linha Cará. Ainda hoje, permanece erguida, naquela Comunidade, uma cruz em madeira, construída por José Agusti e seu amigo, Adolfo Tomazi, no ano de 1.946.

Não obstante, participavam da feira-livre do produtor rural, com iguarias coloniais e quitutes preparados por dona Olga. Os deliciosos sonhos feitos e recheados por ela faziam muito sucesso na cidade! Com o passar do tempo, o dificultoso deslocamento feito a carroça, foi substituído pelo automóvel. Com o fruto de tanto trabalho, foi adquirido o “famoso” Jipe “laranjado” (cor laranja), tão conhecido em Caçador e que há mais de 50 (cinquenta) anos está com o casal.

Este belo casal deu frutos e a árvore familiar se ampliou. São 6 (seis) filhos, 11 (onze) netos, e por enquanto, 7(sete) bisnetos. Eles são os moradores mais antigos da comunidade da Linha Cará e representam o pioneirismo daquela localidade assim como do município de Caçador, além de exemplo à toda a sociedade.

O tempo passou rápido, segundo eles, e pode-se pensar isso como verdade. Todavia, contar em pormenores esta história, muito além iria de um texto, seriam necessários vários volumes de um livro. O que nos importa, entretanto, é ver o legado que estão a deixar à sua família e a toda a sociedade, um exemplo de amor, dedicação e tenacidade!

PASSANDO A VIDA CALMAMENTE

Quanto tempo se leva para fazer uma viajem ao passado, ou quantos quilômetros você deve viajar para chegar até lá?

Quando você se dirige ao interior de Caçador, você pode perceber a verdadeira vida. O real significado da palavra “viver” pode ser sentido naqueles lugares.

Você vai dirigindo seu carro por estradas antigas de chão batido. Com a baixa velocidade você aprecia a natureza, tão bela quanto as antigas construções, estas com suas velhas madeiras tão altas quanto a abundância de madeira que haviam no passado.

Você será capaz de sentir o aroma de frutas como as uvas, maçãs, pêssegos e outras. Verá animais, ouvirá pássaros e depois de uma subida íngreme de carro pela estrada você verá um lindo vale e abaixo deste vale, um rio.

Chegando à casa, lá em baixo, você verá um enorme gramado. De um lado um lago e do outro, uma velha casa, quase tão velha quanto ao homem que está esperando pelo café das quatro, feito pela sua velha esposa, ou esperando algum visitante que queira ouvir suas histórias e apreciar um belo vinho feito por este mesmo velho homem.

Ele é um pacífico homem que tem seu bigode cuidadosamente aparado ele mesmo usando suas habilidosas mãos empunhando suas velhas navalhas.

Sua esposa ainda é bela e quando o sol vai descendo e descendo, ela prepara o jantar para os dois, enquanto saboreiam seu chimarrão.

Depois disso, ambos vão dormir, e pensam consigo mesmos: “Quão bom é esse lugar!”.

(Alisson Luiz Agusti)

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