3 de outubro de 2026
Estrela dos Pampas

Tertúlia marca posse da nova patronagem do CTG

Por Caçador Online

No último sábado, 18, o CTG Estrela dos Pampas abriu as porteiras de sua sede, localizada no Parque das Araucárias, para receber os amigos tradicionalistas na realização de mais um evento que ficará marcado na memória: uma tertúlia em comemoração à posse da nova patronagem do CTG para o biênio 2012/2013.

Na ocasião foi realizado um jantar campeiro e várias apresentações de música, dança, declamação de poesias, contação de causos, entre outras atividades artístico-culturais.

A patronagem do CTG Estrela dos Pampas está satisfeita com o resultado do evento, pois superou as expectativas. O grupo tradicionalista já pensa na comemoração dos 23 anos da entidade neste ano.

Patrão - Ivo Agusti

Capataz - Orides Moura

Primeiro Sota Capaz – Orivandes Francisco de Campos

Segundo Sota Capaz - Osmar Agusti

Primeiro Agregado da Guaiaca – Edgar Roberto Mazzoti

Segundo Agregado da Guaiaca - Valmir Simões

Conselho fiscal: Arno Waldir Maleske, Amantino Goes e Valter Chesca. Suplentes: Osvaldo Agusti, Adriano Goes e Oliva Agusti.

Um pouco da história

“Em 18 de janeiro de 1989, uma turma de amigos, tradicionalistas, se reuniram na fazenda campina de propriedade de Jair Carneiro, dentre eles Dr. Taitalo Coelho de Souza, Vicente Cachoeira, Benedito Carneiro e outros, firmando propósito de fundar um CTG em Caçador. Assim nasceu em 27 de outubro de 1989 o Centro de Tradições Gaúchas Estrela dos Pampas, nome sugerido pelos tradicionalistas presentes e aceito por todos.

Nasceu o CTG de Caçador, porém faltava criar algumas atividades tradicionalistas. Foram abertas então sugestões onde vários conterrâneos colaboraram.

Uma das sugestões enviadas à comissão do CTG foi a criação de um evento onde pudessem participar artistas como músicos, declamadores, trovadores, etc. Por sugestão ainda do saudoso Taitalo, foi idealizado um evento, denominado de tertúlia, cujo significado é a reunião de amigos, familiares ou simplesmente frequentadores de um local, de forma mais ou menos regular.

Para o tradicionalismo gaúcho, é uma lembrança de antigamente em que os estancieiros tinham seus empregados em cada setor da fazenda, tais como cerqueiros, lavradores, capataz do gado, domadores de cavalo, entre outros.

E no final do dia se reuniam no galpão da propriedade para a prestação de contas com o patrão das atividades diárias, ao redor do fogo de chão em meio de uma cuia de mate, (chimarrão) um gole de canha e no pingar da graxa de uma costela gorda onde cada peão prestava conta de suas atividades do dia, após degustavam a carne e no tinir do violão e na voz da gaita terminavam a noite.

A partir daí as tertúlias começaram a ter cada vez mais adeptos, nos dias atuais, tentamos fazer uma cópia destas atividades com a diferença que a prestação de contas, é na música onde cada convidado faz sua parte, na canção gaúcha, no violão, na gaita, na declamação, no causo gauchesco e outras, onde todos se divertem, se debatem questões, mantêm uma boa prosa, num gole e outro de canha, no mate, degustando uma boa costela, e no final da noite um fandango com sua prenda.

O CTG tem por finalidade cultuar os costumes folclóricos artísticos e campeiros do sul do país, tais como: laço, danças de salão, danças, artísticas e demais atividades regionais”.

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