Realizado no Pavilhão da Capela da Vila Santa Catarina neste sábado, 19, o bingo beneficente apoiando uma causa no Haiti arrecadou R$ 2.186,00. O valor será enviado em sua totalidade para a irmã Iolanda Carneiro, que está em missão naquele país.
A irmã Iolanda Carneiro mora na cidade de Curitiba (PR), mas foi pot muitos anos cidadã caçadorense. Atualemente ela está no Haiti em missão humanitária. Desenvolve um trabalho sério e com transparência.
Foi através do projeto dela que a Associação de Funcionários do Banco do Brasil e Grupo da Terceira Idade da Vila Santa Catarina resolveram apoiar a realização do bingo.
“Agradecemos a participação e colaboracão de todos os envolvidos para o sucesso desse bingo. Estamos bem felizes com o resultado, e com o valor adquirido que vai ser enviado em sua totalidade para apoio do projeto no Haiti”, avaliou Patricia Corso Trevisol, coordenadora da ECOA - Equipe de Comunicaçao e Autodesenvolvimentol do Banco do Brasil de Caçador.
Projeto Missionário Solidário da Igreja do Brasil à Igreja do Haiti
HAITI UMA HISTÓRIA DE POBREZA
Marcada por uma série de governos ditatoriais e golpes de estado, a população haitiana presencia uma guerra civil e muitos problemas socioeconômicos. O Haiti é o país economicamente mais pobre da América, aproximadamente 60% da população é subnutrida e mais da metade vive abaixo da linha de pobreza.

Fonte: http://www.brasilescola.com/geografia/o-terremoto-no-haiti.htm
Além de todos esses fatores, o país passou por outra tragédia, dessa vez de ordem natural. No dia 12 de janeiro de 2010, um terremoto de magnitude 7,0 na escala Richter atingiu o país, provocando uma série de feridos, desabrigados e mortes. Diversos edifícios desabaram, inclusive o palácio presidencial da capital Porto Príncipe.
Conforme o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o terremoto ocorreu à cerca de 10 quilômetros de profundidade, a 22 quilômetros de Porto Príncipe. Esse primeiro terremoto antecedeu outros dois de magnitudes 5,9 e 5,5. Esse fato promoveu grande destruição na região da capital haitiana, estima-se que metade das construções foram destruídas, 250 mil pessoas foram feridas, 1,5 milhão de habitantes ficaram desabrigados e o número de mortos ultrapassou 200 mil.
Entre os feridos e mortos, estão alguns brasileiros, o Brasil é responsável pelo processo de pacificação no Haiti, comanda mais de 7 mil soldados da força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), e tem 1.266 militares no país. Uma semana após o terremoto, foram confirmadas 21 mortes de brasileiros, sendo 18 militares e três civis. Entre eles está a médica Zilda Arns Neumann, coordenadora internacional da Pastoral da Criança, médica pediatra e sanitarista, Zilda tinha 73 anos.
Esse terremoto agravou os problemas sociais do Haiti, várias pessoas estão utilizando as ruas como moradia com receio de outro tremor e a consequente derrubada das casas. Fato que realmente aconteceu no dia 20 de janeiro. Esse novo terremoto ocorreu no sudeste do país, a pouco menos de 60 quilômetros de Porto Príncipe, e derrubou algumas construções que estavam com as estruturas abaladas em consequência do tremor do dia 12 de janeiro.
A água potável, alimentação e remédios não são suficientes para suprir as necessidades da população. Com esse cenário, uma onda de saques ocorreu no país, além de confrontos pela aquisição de alimentos.





