3 de outubro de 2026
Artigo

Sistemas de Informação – Princípios Aplicáveis em Uma Escola – II

Por Núcleo de Imprensa da Uniarp

Adelcio Machado dos Santos
Reitor da Universidade Alto Vale do Rio do Peixe

Ademais do anteriormente exposto, este trabalho também se justifica em decorrência de sua possível contribuição para que se evidencie a importância do desenvolvimento de sistemas de informação apropriados à realidade educacional. A educação, no Brasil, ainda é um campo que está muito alheio à tecnologia e a implementação de modelos de Sistema de Informação poderá melhorar significativamente a qualidade do ensino.

As organizações dependem de informações de naturezas diversas para alcançar seus objetivos. No que tange à aplicabilidade nos diferentes segmentos organizacionais, as informações podem ser classificadas em:

- informação de nível institucional: possibilita ao nível institucional observar as variáveis presentes nos ambientes externo e interno, com o fim de monitorar e avaliar o desempenho e subsidiar o planejamento e as decisões de alto nível;

- informação de nível intermediário: possibilita ao meio intermediário a observação de variáveis presentes nos ambientes externo e interno, monitorar e avaliar seus processos, o planejamento e a tomada de decisão de nível gerencial;
- informação de nível operacional: permite ao nível operacional a execução de suas atividades e tarefas, o monitoramento do espaço geográfico sob a sua responsabilidade e o ato de subsidiar o planejamento e a tomada de decisão de nível operacional.

Para Rezende e Abreu (2003), a informação é todo o dado trabalhado, útil, tratado, com valor significativo atribuído ou agregado a ele e com um sentido natural e lógico para quem usa a informação. O dado é entendido como um elemento da informação, um conjunto de letras, números ou dígitos, que, tomado isoladamente, não transmite nenhum conhecimento, ou seja, não contém um significado claro. A partir do momento em que a informação é “trabalhada” por pessoas e pelos recursos computacionais, possibilitando a geração de cenários, simulações e oportunidades, pode ser denominada de conhecimento.

Davenport e Prusak (1998 apud BEAL, 2004), conceituam o conhecimento como uma mistura fluída de experiência condensada valores, informação contextual e insight experimentado, a qual proporciona uma estrutura para a avaliação e incorporação de novas experiências e informações.

Neste sentido, a TI pode ser conceituada como um conjunto de recursos tecnológicos e computacionais para geração e uso da informação. A TI está fundamentada nos seguintes componentes: hardware e seus dispositivos periféricos; software e seus recursos; sistemas de telecomunicações e gestão de dados e informações. Todos esses componentes interagem e necessitam do componente fundamental que é o recurso humano, sem o qual a TI não teria funcionalidade e utilidade.

Para a efetiva gestão da TI, de acordo com Rezende e Abreu (2003) é fundamental a análise de viabilidade (custos, benefícios mensuráveis e não mensuráveis, e respectivos resultados), considerando ainda, as ópticas da realidade econômica, financeira e político-social da organização com o estado das tecnologias disponíveis no mercado.

Há diferentes modos de se classificar os sistemas de informação, sendo que os profissionais de informática costumam categorizá-los conforme as tecnologias empregadas: sistemas de processamento em lote, sistemas transacionais, sistemas cliente servidor e sistemas baseados em internet são algumas das categorias geralmente encontradas. Outra classificação comum utiliza o perfil do principal grupo dos usuários como parâmetro de classificação: sistemas executivos, de suporte à decisão, sistemas gerencias, sistemas táticos e sistemas voltados para a operação (SORDI, 2003).

Também segundo Rezende e Abreu (2003), um SI pode ser definido de várias formas, cabendo aqui destacar dois conceitos. Em primeiro lugar um SI pode constituir-se como um relatório de determinados sistemas ou unidades departamentais, entregues e circulados dentro da organização, para uso dos componentes e da própria organização. Neste sentido, o SI é um relato de processos diversos para facilitar a gestão da empresa, isto é, um conjunto de procedimentos e normas da organização, estabelecendo uma estrutura formal.

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