3 de outubro de 2026
Artigo

Metodologia da educação superior

Por Núcleo de Imprensa da UNIARP

Adelcio Machado dos Santos
Reitor da Uniarp

Não constitui novidade, para muitos docentes da educação superior, bem como igualmente as autoridades e gestores educacionais, o reconhecimento quanto à necessidade de formação pedagógica e didática, inserida na disciplina Metodologia da Educação Superior,

Com base em Kuenzer (2001), uma concepção curricular realmente transformadora deve privilegiar a qualidade e a quantidade, porém essa qualidade somente se estabelecerá a partir do momento em que o aluno passa a ter o direito de elaborar suas próprias sínteses em organização adequadamente equipada, substituindo-se a concepção dominante, atualmente, de trabalho pedagógico, em que o professor, ator central do processo, autoritariamente transmite a sua síntese particular, não permitindo ao aluno construir significados e desenvolver suas competências cognitivas complexas em situações de aprendizagem planejadas para essa finalidade.

De modo bem nítido, verifica-se a importância da passagem do docente universitário pela metodologia e didática pedagógica na educação superior.

A Metodologia da Educação Superior se faz presente, à luz do magistério da lavra de Gil (1997), na elaboração de planos de ensino, formulação de objetivos, triagem de conteúdos, escolha das estratégias de ensino e instrumentos de avaliação da aprendizagem.

Observa-se, então, que para um ensino de qualidade, a Metodologia da Educação Superior é tão importante quanto os conhecimentos que o professor adquire ao longo dos seus estudos.

De acordo com Cappelletti (1992), a metodologia de ensino nos cursos superiores é entendida exclusivamente como aulas expositivas e leituras de textos. Estratégias de ensino que poderiam favorecer a aquisição de habilidades, hábitos e desenvolvimento das capacidades cognitivas que, no entanto, raramente estão presentes restringindo a cognição ao domínio de conhecimentos.

Verifica-se que urge um compromisso de transformação social na seleção dos conteúdos, na metodologia e, sobretudo, na sistemática de avaliação. No que se refere à avaliação da aprendizagem, nota-se que as dificuldades vão desde sua concepção até a elaboração dos mais simples instrumentos avaliativos.

Destarte, colimando a melhoria da qualidade do ensino, faz-se mister rever as metodologias, bem como oferecer a todos os docentes universitários o ensejo de participarem de cursos de didática, independentemente da área epistemológica de militância do docente, em face dos reptos do processo ensino-aprendizagem.

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