Caçador está na 221ª posição na incidência de raios de Santa Catarina. A divulgação dos dados foi feita pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que concluiu o novo ranking nos municípios pertencentes aos estados cobertos pela Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas, para o biênio 2009-2010. Os dados reforçam pesquisas anteriores que indicam que grandes centros urbanos tendem a intensificar a ocorrência de tempestades.
Caçador aparece com uma densidade de 4,4884 raios por quilômetro quadrado por ano, ante os registros no biênio anterior, quando a incidência era de 6,2479.
Na região, Calmon ocupa o 126º lugar, com 5,8978 raios por quilômetro quadrado por ano. Lebon Régis, que está em 148º tem uma incidência de 5,4915. Macieira está em 171º lugar (5,2035) e Rio das Antas na 239ª posição, com o índice de 4,124. Matos Costa é o município da região com maior registro, ficando como 92º colocado, com 6,4895 raios por quilômetro quadrado por ano.
No Brasil
Considerando somente as cidades acima de 200 mil habitantes – que possuem maior urbanização – houve um aumento de 11% em relação à média dos dois últimos biênios. "Tanto essas cidades têm mais tempestades quanto elas estão, também, cada vez mais intensas, e a urbanização pode ser apontada como uma das principais responsáveis", afirmou Osmar Pinto Junior, coordenador do ELAT.
Os resultados apontam que, em 2009-2010, entre os 10 municípios com maior incidência, estão municípios da região metropolitana de São Paulo e do sul do estado do Rio de Janeiro, com exceção de Belford Roxo.
“A presença das cidades do sul do Rio de Janeiro entre os dez municípios de maior incidência de raios se deve as características locais de relevo”, disse Osmar Pinto Junior.
Desta vez, a cidade de Porto Real aparece em primeiro lugar no ranking geral, com uma densidade de 27 raios por quilômetro quadrado por ano, seguida por São Caetano do Sul com 23 raios por quilômetro quadrado por ano. “A ocorrência de tempestades possui uma variação espacial muito grande e, por isto, municípios menores têm maior chance de apresentar altos valores de densidade”, comentou o coordenador.





