Fonte: Caçador On Line
Nem só de futebol vive um jogador e nem só de dinheiro vive um homem. Assim pode ser resumida a manhã desta terça-feira (24) no Estádio Municipal, quando os jogadores do Caçador Atlético Clube e diretoria receberam a visita dos alunos da Apae de Caçador.
A parceria entre CAC e Apae proporcionou um dia para ficar na memória daqueles que buscam força diante das dificuldades físicas e psíquicas e também para aqueles que com o dom do futebol observaram a importância da saúde.
As brincadeiras duraram mais de uma hora e meia, com cobranças de pênaltis para os alunos especiais e depois um divertido bate bola entre todos. Os cadeirantes receberam uma atenção toda especial dos atletas, para que mesmo com as dificuldades físicas, pudessem sentir o gostinho de estar em um estádio e participar do esporte mais popular do mundo.
A diretora da Apae de Caçador, Neide Trento Yoshida, explica que esta é a Semana Nacional da Deficiência Intelectual e Múltipla. “Não é uma semana de comemoração, mas sim de conscientização. Sabemos que o lazer é importante para todos e, para estes alunos especiais, que poucas oportunidades tem, é mais ainda. Estamos felizes com essa visita, pois muitos nem conheciam o Estádio Municipal e estão tendo a oportunidade”, disse.
O técnico do CAC, Orlando Bianchini, declarou que por onde passa faz questão de promover ações sociais nos clubes. “Esta convivência com os alunos da Apae serve para que meus atletas percebam o quanto é importante ter saúde. Temos que observar o quanto é difícil você não ter a total capacidade de fazer algumas coisas. Isso é um exemplo de superação para todos”.
Uma experiência para ficar
Os jogadores do Caçador Atlético Clube se envolveram de maneira completa na recreação com as crianças e jovens especiais.
“É um momento bonito, onde estamos aprendendo com eles e com certeza vamos trazer isso para o nosso dia a dia. Também fico feliz por poder proporcionar para estes alunos um momento de alegria”, declarou o meia atacante Kadu.
O atacante Tiago, autor do segundo gol na estreia diante do Inter de Lages, disse não encontrar palavras para descrever o momento. “É a primeira vez que participo de algo assim e não sei o que dizer. Ajudar essas pessoas que são tão especiais realmente está me fazendo muito bem”.
A recreação foi encerrada com distribuição de pipoca e doces para os alunos da Apae, que retornaram às suas atividades posteriormente, após uma divertida manhã de bate bola com os jogadores.





