Duas adolescentes relataram ter sido vítimas de violência sexual e cárcere privado em Rio das Antas. A ocorrência também envolve suspeita de fornecimento de bebida alcoólica e substância entorpecente a menores de idade.

A Polícia Militar tomou conhecimento do caso após ser acionada pela equipe do Pronto Atendimento do município. A unidade informou que duas menores haviam dado entrada relatando terem sofrido violência sexual e permanecido presas contra a vontade durante a madrugada do sábado, 26. O Conselho Tutelar também foi acionado.
Conforme os relatos colhidos pelos policiais, os crimes teriam ocorrido dentro da residência de um dos envolvidos, no bairro Novo Horizonte. Segundo as vítimas, a mãe do rapaz e proprietária do imóvel, deixou a residência para prestar socorro a uma terceira jovem que estava passando mal. Após a saída dela, as duas meninas que permaneceram na casa teriam sido impedidas de deixar o local pelos jovens, que teriam trancado a residência e mantido as adolescentes contra a vontade delas.
As menores relataram que receberam bebidas alcoólicas, especificamente vodka com energético, e maconha durante o período em que permaneceram no imóvel. De acordo com os depoimentos, durante o cárcere, as vítimas teriam sofrido reiteradas violências sexuais praticadas de forma forçada pelos suspeitos.
Na manhã do sábado, 26, por volta das 7h, as duas jovens conseguiram deixar o imóvel pulando uma janela. Após conseguirem escapar, as adolescentes foram diretamente ao Pronto Atendimento de Rio das Antas em busca de socorro.
Diante dos relatos, a Polícia Militar realizou o isolamento inicial e acolhimento das vítimas e de suas mães na unidade de saúde, além de colher informações detalhadas para a documentação dos fatos e apuração da possível materialidade e autoria dos crimes.
Os nomes dos três homens envolvidos foram cadastrados no boletim na condição de suspeitos. A Polícia Civil foi comunicada imediatamente pela guarnição. Também foi acionada a Polícia Científica para realizar os exames de corpo de delito e a coleta de vestígios nas vítimas.
Fonte: Portal RBV