A Justiça de Santa Catarina condenou nesta semana o réu Gabriel Gallotti Pereira por um assassinato cometido durante o Carnaval de 2020. Gabriel foi condenado a 12 anos de prisão por homicídio qualificado, e não terá o direito de recorrer em liberdade.
O caçadorense Diego Dal Bosco Bisotto, de 29 anos, morreu com um tiro na cabeça durante uma discussão com o réu dentro do estacionamento em que trabalhava, numa esquina da rua General Bitencourt, no Centro de Florianópolis.
Segundo as investigações, a vítima olhou para a namorada do réu quando eles passavam em frente ao estacionamento na volta de um bloco de Carnaval, e isso teria motivado o ataque. Depois do crime, o homem fugiu do local, mas foi preso pouco depois pela polícia, no bairro Estreito, na região Continental da Capital.
Na delegacia ele negou a autoria dos disparos. Porém, em juízo, confessou pedir aos amigos que mentissem sobre o ocorrido. O juiz Mônani Menine Pereira, em sua decisão, enfatizou a periculosidade do acusado estar andando armado durante um evento.
- Não bastasse, ainda durante a festividade, o réu passou pela vítima e retornou ao seu encontro, desferindo o tiro à queima-roupa sem qualquer chance de defesa. Evidente, portanto, a brutalidade do delito e a frieza do réu -, disse o magistrado.
Diego era natural de Caçador, e trabalhava há cerca de um ano num estacionamento particular, próximo à avenida Mauro Ramos. Por volta das 19h30min, um grupo de cinco rapazes que retornavam do tradicional Bloco dos Sujos, se envolveu numa discussão com outro funcionário do estabelecimento.
Segundo testemunhas, Diego teria tentado intervir e acabou sendo atingido por um tiro na cabeça. Os suspeitos fugiram do local em seguida. Diego ainda foi socorrido e levado às pressas para o Hospital Celso Ramos, onde faleceu dois dias depois.
Após sua morte cerebral, a família autorizou a doação dos órgãos do rapaz. Diego era divorciado e deixou uma filha, Laura, de três anos.






