3 de outubro de 2026
Tribunal do Júri

Acusado de homicídio no bairro Martello é condenado a 12 anos de prisão

Réu e vítima se conheciam e trabalhavam como vendedores ambulantes em Caçador

Por Caçador Online

O réu Everton Santos de Morais, de 26 anos, foi condenado a 12 anos de reclusão pela morte do paraibano Marcelo Fernandes da Silva, 19, crime ocorrido em 2017, no bairro Martello. O júri popular foi realizado nesta segunda-feira, 29, no Fórum de Caçador.


Réu Everton preso em 2017 pela PM

O Conselho de Sentença reconheceu o homicídio duplamente qualificado e todos os quesitos narrados pela denúncia feita pelo Ministério Público. A promotora de justiça Daniele Diamante explica que o crime foi cometido por motivo fútil e por recurso que dificultou a defesa da vítima.

"O réu e a vítima estavam em um bar, bebendo juntos, e houve uma discussão por causa do pagamento de cervejas consumidas no local. Na saída, o réu desferiu três golpes de canivete, sendo dois em órgãos vitais que resultaram na morte da vítima", relata a promotora, que fez o seu primeiro júri na Comarca.

Mas, para a defensora pública Elaine Caroline Masnik não houve crime, pois o réu teria agido em legítima defesa, sendo esta a principal tese. Também foram apresentadas as teses de excesso culposo e homicídio privilegiado, mas nenhuma delas foi acolhida pelos jurados.

Diante da condenação, o juiz de direito Gilberto Kilian dos Anjos fixou a pena em 12 anos de reclusão que será cumprida em regime inicialmente fechado. Everton, que já estava preso desde o dia do crime, volta ao presídio.

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O assassinato de Marcelo ocorreu no dia 4 de junho de 2017 em um bar localizado na rua Ercílio de Lima, no bairro Martello.

Segundo testemunhas, houve uma discussão no local e Marcelo foi esfaqueado. Ele foi socorrido pelos Bombeiros Voluntários, porém morreu antes de dar entrada no hospital.

O réu Everton foi preso em flagrante minutos após o crime nas proximidades da empresa Corfio, ainda no Martello. Ele estava na posse de um canivete com marcas de sangue e foi reconhecido por testemunhas como autor do crime, segundo a PM.

Everton e Marcelo eram conhecidos e trabalhavam como vendedores ambulantes na cidade. Ambos são naturais de Patos/PB.

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