3 de outubro de 2026
Polícia

Três agentes são presos por suspeita de tortura no Presídio de Caçador

Inquérito apurou violência contra presos, funcionários e familiares dos detentos

Por Caçador Online

Três agentes penitenciários suspeitos de praticarem os crimes de tortura, concussão e corrupção passiva no Presídio de Caçador, entre 2012 e 2018, foram presos nessa terça-feira, 18. São eles: os ex-diretores Antônio Cícero de Oliveira e Felipe Carlos Filipiacki, e o ex-chefe de segurança Ediney Carlos Kasburg.

De acordo com a Polícia Civil, responsável pelas investigações, os crimes ocorreram quando os três agentes atuavam na unidade de Caçador. Entre as vítimas dos suspeitos estão funcionários, presos e familiares de detentos. Pelo menos 28 pessoas sofreram tortura, segundo a investigação.

Cícero e Kasburg já estavam afastados das funções desde abril por atos de improbidade administrativa, apurados pelo Ministério Público. Karburg estava preso desde novembro em razão desse processo.

Filipiacki, que também já foi diretor do Presídio de Caçador, estava atuando até terça-feira como agente em Joaçaba. Em setembro, ele foi exonerado do cargo de diretor, em Chapecó, após a companheira ser flagrada dirigindo uma viatura.

A investigação desses crimes teve início no começo do ano juntamente com o inquérito civil do Ministério Público que apurava atos de improbidade administrativa. As prisões foram decretadas pelo Poder Judiciário.

A nossa reportagem ainda não conseguiu contato com a defesa dos presos.

Nota do DEAP

Diante das prisões dos acusados, o Departamento de Administração Prisional (DEAP) enviou uma nota que confirma as prisões. Leia a seguir:

"Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (SJC) informa que os agentes penitenciários Felipe Carlos Filipiacki e Antônio Cícero de Oliveira foram presos em cumprimento a mandados de prisões expedidos pela Comarca de Caçador nesta terça-feira (18). As prisões são resultado de um processo de investigação realizado pelo Ministério Público e Polícia Civil de Santa Catarina e está sendo acompanhada pela Corregedoria-Geral da SJC, que está auxiliando no que é requisitada. Todas as medidas legais e administrativas já foram tomadas no âmbito da Secretaria e os detalhes do processo cabem aos órgãos que iniciaram a investigação".

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