3 de outubro de 2026
Decisão

Viúva Negra retorna à cadeia após juiz negar prisão domiciliar

A defesa alegou que ela necessitava de repouso em casa depois de uma cirurgia

Por Caçador Online

A Justiça negou o pedido para que a apenada Marli Aparecida Teles de Souza (Viúva Negra) passasse para prisão domiciliar para tratamento de saúde. A decisão, proferida pelo juiz de direito Gilberto Kilian dos Anjos, foi assinada no sábado, 20, e no mesmo dia ela retornou ao Presídio Regional de Caçador.

A defesa alegou que Marli precisava passar por uma cirurgia nos joelhos, necessitando de repouso em sua casa após o procedimento. Já o Ministério Público opinou pelo indeferimento do pedido, argumentando que ela não conseguiu provar a impossibilidade de seu acompanhamento e tratamento médico no presídio.

“Por fim, conforme bem delineado pelo Ministério Público que a apenada permaneceu por mais de 120 dias recolhida em sua residência, e apenas neste momento constatou-se a necessidade de realização de outra cirurgia”, diz a decisão, que foi baseada também no fato de que sequer foi designada uma data para a cirurgia.

Marli estava internada no hospital Maicé por causa dos joelhos e foi intimada em caráter de urgência a respeito da decisão. Ela teria até às 18h de sábado para retornar ao Presídio, e acabou se apresentando alguns minutos antes do prazo.

120 dias em casa

Em junho deste ano, ela ganhou o benefício da prisão domiciliar com validade por 30 dias para fazer uma cirurgia de remoção do útero. Depois disso, ganhou o direito de ficar mais 90 dias em casa para recuperação pós-operatório.

Na última quarta-feira, 18, o juiz revogou a prisão domiciliar e determinou que ela retornasse ao presídio para cumprir o restante da pena que foi lhe imposta. O argumento foi de que Marli não apresentava complicações cirúrgicas e a ferida estava com bom aspecto, não necessitando mais de repouso domiciliar.

Após esta decisão, a defesa ingressou com um novo pedido de prisão domiciliar alegando problemas nos joelhos, o qual não foi aceito pelo Poder Judiciário.

Condenação

Em fevereiro de 2017, no fórum de Caçador, Marli foi condenada a mais de 18 anos de reclusão pelo homicídio triplamente qualificado de Rui Nadarci Dias de Oliveira, além dos crimes de corrupção de menor, fraude processual e tentativa de estelionato contra as duas seguradoras.

O filho Ulisses Antônio Souza de Oliveira, de 23 anos, também foi condenado no mesmo júri e vai cumprir 17 anos, 11 meses e 22 dias de prisão.

De acordo com a sentença, a maioria dos jurados entenderam que mãe e filho premeditaram o crime para receber um seguro no valor de R$ 1,2 milhão. Marli e Ulisses estão presos desde que a polícia descobriu a trama, em novembro de 2014.

Ela também é acusada de matar outro ex-companheiro para ficar com o dinheiro do seguro, cujo processo tramita em Caçador.

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