3 de outubro de 2026
Decisão

Justiça revoga prisão domiciliar e Viúva Negra terá que voltar ao Presídio

Condenada por homicídio, Marli ficou cerca de 4 meses em casa por razões de saúde

Por Caçador Online

A apenada Marli Aparecida Teles de Souza, que se encontra em prisão domiciliar desde junho para tratamento de saúde, terá que retornar ao Presídio até no máximo esta quinta-feira, 18. A determinação é do Poder Judiciário de Caçador, que revogou ontem a prisão domiciliar.

Marli, apelidada pela polícia de Viúva Negra, foi condenada no ano passado a mais de 18 anos de detenção pela morte do ex-marido e outros crimes. Alegando grave enfermidade, ela ganhou o benefício da prisão domiciliar com validade por 30 dias.

A reeducanda estava recolhida no Presídio de Criciúma, voltou para Caçador e fez a cirurgia de remoção do útero no dia 20 de junho deste ano. Depois disso, ela formulou um pedido para permanecer em sua residência por mais 90 dias para recuperação pós-operatório. O pedido foi aceito.

No dia 4 de outubro, Marli foi submetida à nova perícia. No laudo, o médico-perito atestou que "tendo em vista não apresentar complicações cirúrgicas e a ferida cirúrgica estar com bom aspecto, a periciada não necessita de cuidados além de sua higiene corporal e evitar esforços exagerados, não necessitando de repouso domiciliar para sua recuperação”.

Com base no que atestou o médico, o Poder Judiciário de Caçador decidiu revogar a prisão domiciliar a determinou que, em no máximo 24 horas, ela retorne ao Presídio Regional de Caçador para cumprir a pena que lhe foi imposta. Até às 10h desta quinta-feira, 18, a apenada ainda não havia se apresentado na unidade prisional.

Condenação

Em fevereiro de 2017, no fórum de Caçador, Marli Aparecida Teles de Souza, de 48 anos, foi condenada a mais de 18 anos de reclusão pelo homicídio triplamente qualificado de Rui Nadarci Dias de Oliveira, além dos crimes de corrupção de menor, fraude processual e tentativa de estelionato contra as duas seguradoras.

O filho Ulisses Antônio Souza de Oliveira, de 23 anos, também foi condenado no mesmo júri e vai cumprir 17 anos, 11 meses e 22 dias de prisão.

De acordo com a sentença, a maioria dos jurados entenderam que mãe e filho premeditaram o crime para receber um seguro no valor de R$ 1,2 milhão. Marli e Ulisses estão presos desde que a polícia descobriu a trama, em novembro de 2014.

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