Condenada no ano passado a mais de 18 anos de detenção por homicídio e outros crimes, a “Viúva Negra”, como ficou conhecida Marli Aparecida Teles de Souza, obteve autorização da justiça para cumprir prisão domiciliar na cidade de Caçador. Ela passou por cirurgia de Histerectomia e repousa em casa desde a última sexta-feira, 29.
Alegando grave enfermidade, Marli ingressou com pedido de prisão domiciliar no dia 22 de março deste ano. Na época, um médico perito realizou exame e atestou que a reeducanda era portadora de doença grave e que necessitava de recolhimento domiciliar para tratamento de saúde.
Diante disso, o Poder Judiciário de Caçador atendeu ao pedido. A prisão domiciliar foi homologada no dia 8 de junho, com validade por 30 dias, inicialmente. Marli, que estava recolhida no Presídio de Criciúma, voltou a Caçador onde fez a cirurgia de remoção do útero. Ela ficou internada por algum tempo e desde sexta-feira passada, 29, se encontra na casa de um familiar.
Por telefone, a reportagem do Caçador Online conversou com Marli. Ela preferiu não se manifestar sobre o assunto, mas disse que sente fortes dores, que teve inflamação nos pontos e que está se recuperando. Sem entrar em detalhes sobre o crime, ela disse que está arrependida, mas alega que foi vítima de uma injustiça.
A determinação judicial diz que a apenada não pode sair de casa, nem nos finais de semana. Ela pode se ausentar apenas para eventuais atendimentos médicos. Também ficou determinado que a Polícia Militar e Polícia Civil deverão fiscalizar o cumprimento da ordem.
Além disso, Marli deverá comparecer ao Juízo a cada 45 dias para fornecer atestado médico informando a imprescindibilidade do tratamento médico fora do estabelecimento prisional.
Condenação
Em fevereiro de 2017, no fórum de Caçador, Marli Aparecida Teles de Souza, de 48 anos, foi condenada a mais de 18 anos de reclusão pelo homicídio triplamente qualificado de Rui Nadarci Dias de Oliveira, além dos crimes de corrupção de menor, fraude processual e tentativa de estelionato contra as duas seguradoras.
O filho Ulisses Antônio Souza de Oliveira, de 23 anos, também foi condenado no mesmo júri e vai cumprir 17 anos, 11 meses e 22 dias de prisão.
De acordo com a sentença, a maioria dos jurados entenderam que mãe e filho premeditaram o crime para receber um seguro no valor de R$ 1,2 milhão. Marli e Ulisses estão presos desde que a polícia descobriu a trama, em novembro de 2014.
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