As manifestações em prol dos caminhoneiros continuam a todo vapor em Caçador. Na manhã desta quarta-feira, 30, a Polícia Militar esteve nos pontos de protesto e verificou que os manifestantes estão cumprindo a liminar expedida ontem, 29, pela comarca da capital, para não impedir ou dificultar a circulação de qualquer veículo.
Dezenas de policiais militares foram empenhados para verificar o cumprimento da liminar. Não houve confronto. A manifestação é pacífica e teve adesão de muitas pessoas que saíram cedo de suas casas apoiar os manifestantes. Estima-se que centenas de pessoas participam das mobilizações.
O comandante da PM, tenente-coronel Renato Leandro de Medeiros, fala a respeito. “Queremos parabenizar os manifestantes que estão cumprindo a liminar. A PM vai dar apoio e segurança se manifestarem de forma pacífica e organizada. O que não queremos é que haja qualquer obstrução que venha a impedir a livre circulação. Aqui a situação é tranquila, e o comando agradece aos manifestantes e pede para que continuem desta forma ordeira e que respeitem a decisão”, declara.
De acordo com Medeiros, não há nenhuma caminhão obstruído em Caçador, e agora espera-se que a cidade volte à normalidade. “Precisamos de um certo tempo para que a cidade volte a sua rotina. Alguns donos de postos abastecem na região, então, é preciso alguns dias para voltar à normalidade. A pior fase já passou. Agora vivemos um momento de controle, organização e planejamento”, acrescenta Medeiros.
O promotor João Paulo de Andrade, do Ministério Público, também acompanhou o cumprimento da liminar e reforça que o movimento é ordeiro. Ele acrescenta que, desta forma, espera-se que volte à normalidade o abastecimento de combustíveis, de produtos nos mercados e de insumos no hospital Maicé, que, segundo ele, poderia fechar as portas na quinta-feira.
“A população acatou a liminar e está manifestando pacificamente, o que é permitido pela lei. A PM vai continuar acompanhando as manifestações, até mesmo para oferecer segurança aos manifestantes”, salienta João Paulo.
Jackson Cordeiro, um dos manifestantes, alega que nunca a rodovia foi trancada. "Todo mundo aderiu o movimento por livre e espontânea vontade. Com a liminar, o grupo retirou as máquinas agrícolas que estavam no meio da rodovia e demarcamos as laterais da via, e estamos todos para fora. Agora está mais livre ainda. O caminhoneiro que quiser seguir viagem pode seguir, mas a manifestação vai continuar", relata.





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