Matéria atualizada às 23h de quarta-feira, 25 de abril de 2018.
Três funcionários do Presídio Regional de Caçador foram afastados cautelarmente após uma operação deflagrada na manhã desta quarta-feira, 25, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).
Segundo informações exclusivas apuradas pelo Portal Caçador Online, os funcionários afastados integram a direção e o setor de segurança do presídio, e o outro é um policial militar da reserva.
Eles são suspeitos de superfaturamento de produtos de mercado comprados pelos presos, utilização irregular do cartão para pagamento de pequenas despesas do estado, comportamento inadequado e supostas irregularidades no controle do pecúlio.
Os atos, se confirmados, caracterizam crimes contra a administração pública e atos de improbidade administrativa.
O setor de comunicação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que faz parte do Gaeco, informou que já foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão. Os mandados e os afastamentos cautelares foram expedidos pelo Poder Judiciário da Comarca de Caçador.
A operação
A operação iniciou cedo, por volta das 7 horas. Agentes da Corregedoria fecharam a rua do presídio por alguns minutos e impediram a entrada e saída da unidade de qualquer pessoa.
As 2ª e 3ª Promotorias de Justiça da Comarca de Caçador e o Gaeco investigam supostos crimes contra a administração pública e atos de improbidade administrativa, todos relacionados ao Presídio de Caçador.
Apoiaram a operação integrantes do Grupo Especial Anticorrupção do Ministério Público (GEAC), do Instituto Geral de Perícias (IGP) e da Corregedoria do Departamento de Administração Prisional (DEAP).
O Gaeco é uma força-tarefa composta pelo Ministério Público de Santa Catarina, pela Polícia Militar, pela Polícia Civil, pela Polícia Rodoviária Federal e pela Secretaria Estadual da Fazenda.






